Asquerosos e antidemocráticos! - Revista Camocim













quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Asquerosos e antidemocráticos!






Se no passado a Câmara de Vereadores de Camocim, por seus membros,  não era considerada uma casa referencial da democracia, da moralidade e do respeito pelos anseios dos camocinense - quando a obrigatoriedade da publicidade não era cobrada com  a força da lei - hoje em dia - graças ao bendito advento da comunicação, que tem feito o favor de jogar a "M.  desses canalhas no ventilador" -  a situação ainda é muito pior!, haja vista a publicidade em tempo real da cretinice dos que se dizem  representantes do povo,  que nem ao menos sabem fingir ser  bons políticos e bons parlamentares. E me refiro objetivamente aos crápulas da bancada de situação, que prostituem o parlamento numa relação obscena com o governo municipal, sem ao menos almejarem o pudor de um cobertor. A pornografia politica é feita às claras! Dito isto, como consideração inicial, vamos aos fatos. 


Os vereadores e vereadoras da prefeita Betinha, Lúcia da Ematerce, Iracilda, César Veras, Emanoel Vieira, Jeová, Chiquinho do Peixe, Naldo da Mercearia, James do Peixe e Mastrolhano, abominam - já tratei deste assunto -  todo e qualquer requerimento da bancada de oposição que peça qualquer tipo de esclarecimento sobre as ações obscuras da administração municipal. Eles simplesmente, sem debates e sem qualquer justificativa, sem mais nem menos, tacam os dedos na votação  reprovando tais matérias. 


Mas, Carlos Jardel, isso não é uma prerrogativa deles? É! mas não para ser usada contra os dois fundamentais princípios básicos da vereança, que são  "legislar e fiscalizar". E muito menos ainda contra a Constituição Federal, em especial o artigo 37, que destaca os  princípios da Administração Pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.  


A saber, esses irresponsáveis, ao sentarem os rabos nas cadeiras do poder legislativo, fizeram, de forma solene, o seguinte juramento: “prometo desempenhar com dignidade, honestidade e honradez o mandato que me foi confiado pelo povo, respeitar a Constituição Federal, a Constituição Estadual, a Lei Orgânica Municipal e o Regimento da Câmara Municipal, Cumprir o Código de Ética promover o bem comum e trabalhar pelo progresso do município e bem-estar de seu povo”.


Ou seja, todas as vezes que os canalhas - fazendo erroneamente uso de suas prerrogativas - votam contra os requerimentos que pedem "moralidade, publicidade e eficiência", estão votando contra a Lei Orgânica do Município, contra o Regimento Interno, contra a Constituição Federal e, consequentemente, contra o povo. Estão descumprindo a promessa solene feita no ato da posse. 


Pergunto: qual o problema em pedir a prefeita Betinha que explique quais os critérios que ela utilizou para efetuar os permissionários no Mercado Público da Boa Esperança?  Que mal faz pedir ao governo Municipal explicações sobre a inacabada obra de pavimentação em bloquetes na Praia do Maceió? O que tem demais chamar a sociedade organizada para discutir questões relevantes mediante Audiência Pública? Então, é para esconder a corrupção na máquina pública que os vereadores utilizam as prerrogativas dos seus respectivos mandatos? 


Sempre que questionado sobre essa pilantragem, o presidente da Câmara, com a maior cara de pau do mundo, diz: " eu coloco em votação e a maioria decide. É um processo democrático". Digo: É mentira! não é nada democrático! É um atentando contra a democracia. Esse tipo de justificativa distorce o conceito de democracia, que originalmente quer dizer " Governo do Povo". E não "governo contra o povo".


Em outras palavras, Democracia é o povo exercendo o poder através dos seus escolhidos ou diretamente através dos meios legais. Mas quando os escolhidos do povo - no caso os vereadores - não respeitam os instrumentos constitucionais, feitos para o bem estar do povo, estes estão assassinando a democracia e se colocando contra o povo. 


Ou alguém duvida que não seja do interesse dos camocinenses saber sobre a paralisação de obras, em que cargas d'água são realizadas as licitações, os recursos da educação, os recursos do saneamento básico e tantas outras questões relacionadas ao dinheiro público? Quem ousa dizer que votar contra isso tudo é votar conforme exige a democracia?


Me poupe!, votar contra isso é votar contra o povo e a favor da corrupção.  Indiscutivelmente temos parlamentares burros, mentirosos e asquerosos! 


Carlos Jardel 

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