Vídeo mostra agressões de patroa momentos antes de babá pular de prédio em Salvador - Revista Camocim















sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Vídeo mostra agressões de patroa momentos antes de babá pular de prédio em Salvador




A câmera interna de segurança do apartamento de Melina Esteves França capturou o momento em que ela soqueia, chuta e puxa o cabelo da ex-funcionária Raiana Ribeiro, de 25 anos. Para fugir das agressões, a vítima precisou pular do 3º andar de um prédio em Salvador, na Bahia.


O crime ocorreu no último dia 23 de agosto. No vídeo obtido pelo G1, de dois minutos e 10 segundos, a ex-patroa ameaça agredir a babá: “Eu vou lhe derrubar”, diz, enquanto chama outra pessoa para retirar a sua filha do colo de Raiana. 


Antes mesmo de a bebê ser entregue, a funcionária recebe um tapa na face. Ela é pressionada a entregar a criança rapidamente: “Largue a menina logo”, grita a patroa. 


No momento da transferência, a garota se assusta com o murro da mãe contra a cuidadora e chora, mas logo é afastada. Sentada no sofá, a babá é golpeada com uma sequência de três tapas, tem os cabelos puxados até curvar o corpo para frente.


Neste momento, a ex-patroa começa a esmurrar suas costas. Durante os ataques, a vítima é xingada e recebe ameaças: "Você só sai daqui em um caixão".


As agressões continuam por mais um minuto e 43 segundos. A patroa, então, a chama de “vagabunda” e se levanta. Nas imagens, é possível ver que ela vai para outro ambiente do imóvel. As duas crianças que ali estavam presenciam as agressões. 


A câmera interna de segurança do apartamento de Melina Esteves França capturou o momento em que ela soqueia, chuta e puxa o cabelo da ex-funcionária Raiana Ribeiro, de 25 anos. Para fugir das agressões, a vítima precisou pular do 3º andar de um prédio em Salvador, na Bahia.


O crime ocorreu no último dia 23 de agosto. No vídeo obtido pelo G1, de dois minutos e 10 segundos, a ex-patroa ameaça agredir a babá: “Eu vou lhe derrubar”, diz, enquanto chama outra pessoa para retirar a sua filha do colo de Raiana. 


Antes mesmo de a bebê ser entregue, a funcionária recebe um tapa na face. Ela é pressionada a entregar a criança rapidamente: “Largue a menina logo”, grita a patroa. 


No momento da transferência, a garota se assusta com o murro da mãe contra a cuidadora e chora, mas logo é afastada. Sentada no sofá, a babá é golpeada com uma sequência de três tapas, tem os cabelos puxados até curvar o corpo para frente.


Neste momento, a ex-patroa começa a esmurrar suas costas. Durante os ataques, a vítima é xingada e recebe ameaças: "Você só sai daqui em um caixão".


As agressões continuam por mais um minuto e 43 segundos. A patroa, então, a chama de “vagabunda” e se levanta. Nas imagens, é possível ver que ela vai para outro ambiente do imóvel. As duas crianças que ali estavam presenciam as agressões. 





VEJA VÍDEO COM AS AGRESSÕES AQUI


ENTENDA O CASO

Raiana Ribeiro da Silva trabalhava no local há uma semana. Ela relatou que precisou fugir pelo basculante do banheiro.


“Ia fazer oito dias hoje [que estava trabalhando lá], mas a agressão começou na terça-feira. Começou porque eu falei para ela que não dava mais para mim, que eu ia sair na quarta-feira. Aí ela falou: ‘Vou te mostrar, vagabunda, se você sai’. E aí começou a me agredir”, lembrou.


Outras seis ex-funcionárias relataram agressões ou falta de pagamentos por parte de Melina Esteves França, que prestou depoimento à Polícia Civil no dia 24 de agosto e foi liberada logo após a oitiva.


Na saída da delegacia do bairro Boca do Rio, em Salvador, ela não quis falar com a imprensa.


INVESTIGAÇÃO


Melina, que é mãe de trigêmeas e mais um filho, está sendo investigada se cometeu crime de cárcere privado contra a ex-funcionária.


De acordo com o Ministério Público do Trabalho, ela disse, durante a tarde de quinta-feira (26), que Raiana e ela entraram em uma luta corporal e, depois, a babá teria se trancado no banheiro, de onde se jogou pelo basculante. A patroa afirmou, também, que teria ligado para a Polícia Militar antes da queda.


DENÚNCIAS


Pelo menos outras seis ex-funcionárias de Melina Esteves França relatam situações semelhantes ao que aconteceu com Raiana: comportamento agressivo, ausência de registro e recusa de pagar pelo trabalho de babás ou empregadas domésticas.


"Os fatos são idênticos aos da Raiana e a semelhança do que acontecia era a mesma. Mantinham-se as empregadas em cárcere privado, privava-se do celular, de alimentação, bebida e todas não recebiam o seu salário para o seu trabalho", explicou o advogado das vítimas, Bruno Oliveira.


A Polícia Civil da Bahia segue com as investigações sobre o caso para saber se Melina cometeu crime de cárcere privado com Raiana.


Diário do Nordeste 

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