A explicação do Hino de Camocim dada pelo próprio autor - Revista Camocim

















quarta-feira, 29 de setembro de 2021

A explicação do Hino de Camocim dada pelo próprio autor



Todos anos, no dia 29 de setembro, por pura gratidão e por uma questão de justiça, registro minha humilde homenagem ao querido e gigante professor Francisco Valmir Rocha, por ter presenteado a terra onde nasci com um lindo hino. E digo: mais lindo, capaz de agregar numa melodia e numa poesia todos os sentimentos que um filho pode ter por sua terra mãe, desconheço! Por isso: muito obrigado Valmir Rocha! 


Aproveito para compartilhar a postagem do blog  Camocim Pote de Histórias  com a explicação do nosso hino dada pelo autor. 


"O Hino de Camocim é uma exaltação a esta moldura de oceano ainda inexplorado e selvagem em que se engasta a cidade. Já ali nas proximidades da Estação Ferroviária, ao fresco da praia, você já sente o cheiro de maresia e vê ao longe as ondas encarneiradas do mar. Foram aquelas franjas brancas do oceano que se vislumbram na entrada da barra que sempre me atraíram a vista e me encantaram.

Depois, como se estivessem cavalgando sobre elas, as canoas de velas multicores foram para mim “o Camocim entre as ondas boiando”. Velas de vários formatos, de bastardos, de canoas, velas pequenas e frágeis manejadas por garotos, filhos de pescador, lembram-me sempre a coragem deste povo “forte e lutador”. De fato, quem viu as demonstrações de patriotismo e amor à terra desta gente no tempo do desmanche das oficinas, em que ela saía a ocupar as edificações das ditas oficinas para não deixa-las sair daqui, só pode vê-lo como um povo “forte e lutador”.


De resto, foi o meu amor a esta cidade de, (muito embora não tenha nascido aqui), que me fez criar raiz neste torrão e escolhê-la como a minha cidade a que me fez adorar “as velas vogando ao luar”, mansamente, obscuramente, velejadas pelo povo simples, talvez em busca dos caranguejos dos mangues do outro lado.


Por último, os coqueiros sempre verdes de esperança, que aqui nasceram como por encanto, a acenar para quem chega e quem sai, foram sempre marcantes e que eles sejam a última miragem “antes que a luz se me apague dos céus.”



A MÚSICA E A LETRA - O hino foi composto em 16 de setembro de 1964 quando se preparava o aniversário da cidade daquele ano. A música despontou em mim, dando colorido e exaltação às primeiras palavras do poema, que nascia também. De sorte que letra e música surgiram num mesmo ímpeto de exaltação à terra. Elas se casam. A música vívida e marcial vem justamente levar mais alto a empolgação por esta terrinha que Deus plantou à beira do oceano – o meu Camocim, o nosso Camocim. [1] (Camocim Pote de Histórias)



Francisco Valmir Rocha  - nasceu na cidade de Coreaú - antiga Palmas -, mas é muito mais camocinense do que certas figuras que por aqui nasceram. Completou  88 anos de vida no último dia 17 de setembro. Ele também é autor do hino do  padroeiro de Camocim, Senhor Bom Jesus dos Navegantes. 


Carlos Jardel 

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