Por 2 votos a 1, habeas corpus de DJ Ivis é negado no Tribunal de Justiça do Ceará - Revista Camocim















quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Por 2 votos a 1, habeas corpus de DJ Ivis é negado no Tribunal de Justiça do Ceará



Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) decidiram manter preso Iverson de Souza Araújo, o DJ Ivis. Os magistrados apreciaram pedido de habeas corpus nessa terça-feira (24). A reportagem apurou que dos três votos, dois foram contra e um a favor à soltura.


A prisão do DJ dura mais de 40 dias. Iverson é reu na Justiça cearense devido às agressões cometidas contra a ex-esposa Pamella Holanda. No último dia 16 deste mês, o TJCE informou que a denúncia ofertada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) foi acolhida pelo juiz e o processo tramita na Vara Única Criminal do Eusébio.


Conforme último posicionamento do Tribunal, a citação do acusado tinha sido determinada e "mais informações não podem ser repassadas por conta do sigilo do processo". Vídeos de Ivis agredindo Pamella na frente da filha do casal circulam na web há dois meses.


A defesa do artista optou por não se posicionar sobre a manutenção da prisão. Ivis foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça. Ele segue detido na unidade prisional Irmã Imelda Lima Pontes, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).


PEDIDOS NO STF


Nas últimas semanas, pessoas alheias ao processo vêm dando entrada em pedidos de Habeas Corpus para o Dj no Supremo Tribunal Federal (STF). No dia 29 de julho, o ministro Gilmar Mendes chegou a indeferir pedido de liberdade impetrado por um advogado alheio à defesa constituída legalmente pelo cantor.


Gilmar Mendes destacou na sua decisão que o autor do pedido do HC não apresentou documento comprovando que a solicitação foi autorizada pelo artista. "Em suma, concluo que se trata de habeas corpus ajuizado em evidente supressão de instância, não autorizado pelo paciente [DJ Ivis] e destituído dos elementos mínimos que permitam sequer saber se os fundamentos do decreto prisional indicados na petição inicial coincidem com as informações constantes do processo", disse o ministro. 


Menos de uma semana depois, foi a vez de um estudante de Direito tentar burlar o Judiciário. O universitário impetrou novo HC, que novamente chegou às mãos de Gilmar Mendes. Dessa vez, o ministro nem apreciou o pedido. A defesa do produtor musical disse à reportagem do Diário do Nordeste que as ações realizadas por parte de profissionais e estudantes alheios ao caso se tratam de oportunismo e aproveitamento pessoal incompatível com a ética.


Diário do Nordeste

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