Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morre aos 41 anos. - Revista Camocim

domingo, 16 de maio de 2021

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morre aos 41 anos.



O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu neste domingo (16), aos 41 anos, após complicações do câncer no sistema digestivo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de maio, quando anunciou afastamento da Prefeitura por 30 dias para enfrentar novo tratamento. 


Segundo comunicado do hospital, Covas morreu às 8h20. 


Na última sexta-feira (14), após piora, a Prefeitura de São Paulo divulgou boletim médico apontando o quadro clínico de Covas como irreversível. Ele esteve sedado e na companhia da família. 


No último dia 3 de maio, um dia após a internação, ele foi transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e entubado, após uma endoscopia sinalizar uma hemorragia no estômago. O sangramento foi causado por uma úlcera em cima do tumor original, entre o esôfago e o estômago. 


Em outubro de 2019, Bruno Covas foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer maligno, situado na região do cárdia, na transição do esôfago para o estômago. Na ocasião, também foi descoberta uma metástase no fígado e uma lesão no linfonodo. 


Mesmo após início da quimioterapia, ele se manteve no cargo e foi candidato a reeleição em 2020, se elegendo para mais quatro anos de mandato pela prefeitura de São Paulo.

 

Após o diagnóstico, Covas fez oito sessões de quimioterapia em pouco mais de um ano e as lesões cancerígenas chegaram a regredir, mas não a desaparecer por completo. Em janeiro deste ano, ele se licenciou do cargo por dez dias para dá início ao tratamento de imunoterapia. 


Em fevereiro último, o prefeito foi diagnosticado com um novo nódulo no fígado e voltou a ser internado. O tratamento de imunoterapia foi interrompido e ele voltou à quimioterapia.

 

Exames de controle realizados em abril identificaram novos focos de câncer no fígado e nos ossos. Na época, o boletim médico dizia que Covas estava "clinicamente bem", e não apresenta sintomas, estando apto a seguir com atividades pessoais e profissionais após liberação". 


No dia 16 de abril, o político postou o boletim em seu perfil no Instagram agradecendo o carinho e dizendo que seguiria lutando. "Abaixar a cabeça!? De jeito nenhum. Vou seguir lutando. Ainda tenho muito trabalho a fazer. Obrigado a todos pelo carinho de sempre. Rezas, orações, pensamentos positivos que recebo de todos os cantos me fazem mais forte nessa batalha", disse. 


Após duas semanas internado, ele recebeu alta hospitalar no dia 27 de abril. A internação havia se prolongado devido a um acúmulo de líquido entre os pulmões e a pleura (membrana que reveste os pulmões), explicou o boletim médico. Apesar da alta, o prefeito não havia sido liberado para participar de agendas públicas. 


Diário do Nordeste

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