É #FAKE que vídeo mostre mãe de um dos mortos no Jacarezinho segurando e brincando com fuzil - Revista Camocim















quinta-feira, 13 de maio de 2021

É #FAKE que vídeo mostre mãe de um dos mortos no Jacarezinho segurando e brincando com fuzil

A polícia desmente a informação de que a mulher que aparece armada no vídeo que viralizou é a mesma que gravou uma reportagem na TV Globo pedindo justiça pelo filho morto no Jacarezinho.



Circula pelas redes sociais uma mensagem com a imagem de uma mulher brincando com um fuzil junto com jovens armados e, ao lado, a foto de uma mãe de um dos mortos na operação do Jacarezinho na quinta-feira (10). As legendas dizem se tratar da mesma pessoa. É #FAKE.


A mensagem falsa ironiza: "Estava aos prantos na Globo pedindo justiça pela morte do filho". No entanto, não se trata da mesma mulher.


A polícia desmente a informação de que a mulher que aparece armada no vídeo que viralizou é a mesma que gravou uma reportagem na TV Globo pedindo justiça pelo filho morto no Jacarezinho.


Adriana Gilberto, mãe de um dos mortos, diz, inclusive, que tem sofrido retaliações após a divulgação do vídeo falsamente vinculado a ela.


"Jamais eu iria segurar um fuzil, nunca nem peguei nisso. Quem me conhece sabe a mulher guerreira e batalhadora que eu sou", diz.

Adriana diz que tem recebido ameaças por causa do vídeo.


"Recebi ameaças, ainda estou recebendo. 'Você também tem que morrer, você também vai morrer, que pena que você não estava lá na hora'. Estou sofrendo, estou vendo pessoas na internet me xingando de tudo quanto é nome. É horrível o que eu estou passando, não estou dormindo, estou tomando quatro remédios controlados por dia."


A mulher que aparece no vídeo é, na verdade, a empregada doméstica Rosana do Carmo, de 49 anos. Ela conta ao Extra que sua vida se tornou um "pesadelo" após a divulgação das imagens. Segundo ela, as cenas foram feitas durante o aniversário de um dos filhos e arma é, na verdade, uma réplica, usada para brincadeiras como paintball. Rosana afirma que eram cenas íntimas de descontração em família e que foi exposta indevidamente. Ela diz ter procurado a polícia após receber ameaças.


G1

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