Igrejas abertas se aliam ao diabo do Covid-19! - Revista Camocim

















domingo, 4 de abril de 2021

Igrejas abertas se aliam ao diabo do Covid-19!




Se um supermercado fechar, ou até mesmo a  bodega de um bairro - como querem muitos pastores, que devem ter lá suas dispensas lotadas de comida - onde o povo vai comprar sua alimentação?  Vai cair do Céu? Resposta: Não! 


Se uma agência bancaria fechar, onde as pessoas vão sacar dinheiro de aposentadorias, salários, auxílios emergenciais e demais benefícios?  Os bancos vão realizar a entrega do dinheiro nas casas dos seus usuários e clientes? Resposta: Não! 


E se as igrejas fecharem, onde os fieis irão rezar? Resposta:  Em casa!, lógico!  As igrejas são o tipo de "comércio" cuja a mercadoria, em tese,  é gratuita e os consumidores podem a ter em qualquer lugar. O próprio Jesus diz: " reze em casa, no quarto". 


Diferente dos bancos e supermercados, as igrejas, numa pandemia, não são essenciais para a sobrevivência da sociedade.  Pelo contrário, prestam um grande desserviço quando insistem em aglomerar.


Por mais que cumpram todos os protocolos sanitários, mesmo assim, os cultos  tornam-se verdadeiras aberrações e aliadas ao "satanás da Covid-19", porque não deixam de ser espaços de aglomerações e um convite para o "sai de casa".  E sair de casa, sem necessidade essencial, é colocar em risco a vida de forma irresponsável.  E quando uma igreja manipula a fé dos seus fieis, para que transgridam as orientações de saúde, está pecando!


Ninguém vai perder a fé se deixar de participar de um culto ou de uma missa.  Uma pessoa não vai se tornar menos santa se deixar de participar desse tipo de atividade religiosa, também não se tornará mais pecadora.  Se cultos e missas curassem doenças - e não curam -  pastores e padres não teriam morrido de Covid-19 ou de outras doenças. 


Supermercados e bancos precisam evitar as aglomerações? Sim! Mas se fecharem as portas, até os pastores, com as contas gordas, vão reclamar, porque é impossível viver sem dinheiro na sociedade, e se tem uma coisa que igrejas não sabem fazer, é viver sem dinheiro. 


O Ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi um tremendo irresponsável ao liberar as celebrações religiosas presenciais em estados e municípios, atendendo um pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos, entidade que ignora as consequências da doença, principalmente agora, no pico da pandemia no Brasil.


Em várias cidades, pastores malucos e irresponsáveis, que nem urubus loucos pela carniça,  não perderam tempo em saborear a decisão do Ministro. Que Deus nos proteja! 



Carlos Jardel 

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