Classificada com nível "altíssimo" de transmissão, Fortaleza tem 3 mil casos de Covid-19 por semana - Revista Camocim















sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Classificada com nível "altíssimo" de transmissão, Fortaleza tem 3 mil casos de Covid-19 por semana


O ultimo decreto governamental, restringindo as atividades comerciais em Fortaleza a partir das 20h, causou rebuliço e protesto. No entanto, como salienta o titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Carlos Roberto Martins, o Dr. Cabeto, a medida é necessária para preservar vidas diante do aumento do número de casos de Covid-19 na cidade. Nas primeiras três semanas de 2021, a Capital cearense registrou mais de três mil casos a cada sete dias, de acordo com o IntegraSUS.


Atualmente, a plataforma também classifica a cidade no nível "altíssimo" para a transmissão da doença, indicando tendência crescente de incidência de casos por dia e risco "moderado" para o percentual de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ocupadas por pacientes com a doença. Até as 17h desta quinta-feira, 79,5% dos leitos desse tipo - 304 dos 382 ativos - estavam ocupados na cidade.


O número alto de casos - que não era visto desde a semana entre 29 de novembro e 4 de dezembro - revela um crescimento percebido desde novembro: ao todo, são 12 semanas consecutivas com mais de 2 mil novos testes positivos, cada, segundo o sistema. Nos boletins epidemiológicos publicados em janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) indica que, hoje, o padrão etário predominante é de pessoas de 20 a 39 anos, totalizando 48% do total.


Entre os dias 3 e 9 de janeiro, foram confirmados 3.073 casos; entre 10 e 16 de janeiro, o número cresceu para 3.561 confirmações; e, de 17 a 23 de janeiro, 3.383. Na última semana do mês, de 24 a 30 de janeiro, acumulam-se 2.834 casos e, na semana atual, que encerra no sábado (6), contabilizam-se 542 confirmações.


Os dados podem aumentar após a liberação de novos exames e a inclusão de mais informações. "Provavelmente, a propagação ainda segue um padrão linear devido à maior barreira imunológica entre os habitantes mais afetados pela primeira onda, que não puderam praticar um isolamento social completo", avalia a SMS.


Diário do Nordeste

Nenhum comentário:

Postar um comentário