Efeitos da vacina só devem ser sentidos nos próximos meses - Revista Camocim















terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Efeitos da vacina só devem ser sentidos nos próximos meses


A vacinação contra a Covid-19 no Ceará começou já na segunda-feira (18), um dia após a liberação do uso emergencial da CoronaVac pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No primeiro bloco de contemplados, devem ser vacinados 109 mil cearenses que fazem parte de dois grupos prioritários: profissionais de saúde da linha de frente contra a doença e idosos que residem em instituições de longa permanência (Ilpis). Ainda assim, especialistas avaliam que os impactos da imunização, contudo, somente devem ser verificados nos próximos meses.

Os grupos devem receber duas doses da mesma vacina, com intervalo de 14 dias, para terem maior eficácia de proteção garantida. A CoronaVac é produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. Segundo o painel Our World in Data, ela já é utilizada na China e na Turquia. A aplicação é intramuscular.


O biomédico e microbiologista Samuel Pereira projeta que o efeito inicial da imunização será diminuir a taxa de mortalidade, mas só depois de, no mínimo, dois meses.


"A imunidade vai levar um tempo para ser adquirida, mesmo começando agora. Só vamos sentir os resultados dela, mesmo nesses grupos prioritários, talvez daqui a uns dois meses. Demora um tempo para tomar a primeira dose, depois a segunda, e então o sistema imune começar a trabalhar na redução dos quadros infecciosos. Na população geral mesmo, só quando começar a aplicação de forma mais disseminada", esclarece.

Samuel explica que os dois primeiros grupos prioritários têm objetivos diferentes. Os profissionais de saúde, de unidades públicas e particulares, têm chances maiores de infecção por terem contato direto com pessoas diagnosticadas positivamente, podendo servir como vetores de contaminação para outras pessoas de convívio próximo. Já os idosos institucionalizados vivem em residências com aglomerações e, como muitos são imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas, podem desenvolver outras formas mais graves da doença.


Diário do Nordeste 

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