A prefeita " Boazinha Calcutá" de Camocim, Monica Aguiar, resolveu cortar o próprio salário em 25% (vinte e cinco por cento), deixando de ganhar os seus R$9. 000, 00 (nove mil reais) para receber R$ 6.750,00 (seis mil setecentos e cinquenta reais). A medida, segundo a mesma, seria uma ação administrativa de enfrentamento à crise financeira que o município enfrenta, para que a prefeitura possa honrar seus compromissos financeiros.
O vice-prefeito e os secretários - outras pessoas caridosas, verdadeiros Franciscos e Claras de Assis - também foram agraciados com a redução salarial - a prefeitura está cheia de almas caridosas trabalhando quase por amor -. O vice prefeito, que ganhava R$ 5.000,00 (cinco mil reais) deverá ganhar apenas R$ 3.750, 00 (três mil setecentos e cinquenta reais). Já os secretários, figuras quase filantrópicas da municipalidade, de 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) irão receber apenas R$ 3.375,00 (três mil trezentos e setenta e cinco reais).
Alfinetada
A prefeita e sua cambada, apesar da redução salarial, continua ganhando muito dinheiro, um bom salário para o pouco serviço apresentado para a população de Camocim. Isso considerando que em três anos de governo, já na reta final de seu mandato, ela ainda não conseguiu resolver os problemas graves que a cidade enfrenta, não cumprindo, até o momento, as muitas promessas registradas em cartório - e olha que não são poucas - . Lembrando que, além destas promessas, a prefeita também se comprometeu em atender os trabalhadores da educação, protocolando positivamente um documento, respondendo "sim, integralmente" ao questionário de demandas apresentado pelo Sindicato Apeoc. Neste sentido é necessário lembrar que, depois de eleita, a prefeita Monica Aguiar virou as costas para a representação da categoria.
A prefeita, dos 4 anos, já teve 3 para concretizar 70% por cento, ou mais, das promessas feitas na sua campanha eleitoral. Promessas que, se cumpridas, "ralmente, ralmente", podem revolucionar a administração pública e consequentemente melhorar a vida da população. Ocorre que tudo está apontando para o que muitos já desconfiavam: apenas promessas meramente eleitoreiras, para enganar a população com o objetivo de chegar ao poder.
Esta redução do salário da prefeita, a meu ver, é apenas uma medida popular, para passar a impressão de "boazinha" e de preocupada com esta tal de "crise", com a simples intenção de ganhar ponto com a população, uma tentativa de restaurar sua imagem pública, desgastada pela inoperância de seu próprio governo. Mesmo assim, sugiro que a prefeita reduza seu salário em 60%, seria o mais justo e honesto.
Carlos Jardel

