Ontem, dia 29, numa reunião realizada com os agentes de endemias no auditório do Posto de Saúde do Cruzeiro, os agentes foram informados pelos representantes da Secretaria de Saúde, que o município não tem dinheiro para pagar as férias dos trabalhadores. Resumo: Uma lástima! Os agentes, caso não procurem a Justiça, estão praticamente sujeitos a trabalharem numa situação de escravidão em pleno Século XXI.
E pra piorar o clima da reunião, os agentes, que estão sem receber o piso nacional, por que a prefeita sequer mandou o projeto para ser votado na Câmara de vereadores, foram avisados que o dia D da Campanha Anti-rábica, que acontecerá no dia 14 de novembro, será realizada numa precariedade tamanha, um "sufoco da peste" para quem vai trabalhar o dia todo! Segundo a alegação da Secretaria, o município não tem dinheiro nem para comprar água (imagine lanches) pros servidores. Os agentes, se quiserem, pelo menos beber água durante o serviço, terão que contar com a generosidade dos moradores. O pior é que rola a suspeita de que o Estado vem financiando gradualmente o município para ações deste tipo, o que não justificaria esta "choradeira do cão" na saúde pública da cidade.
A palavra de ordem, que tem servido para justificar o descaso com a saúde pública, é "crise".
Agora é Ela!
Carlos Jardel
