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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

TRANSPARÊNCIA. A "CAIXA PRETA" DAS VERBAS DE PARLAMENTARES DO CEARÁ


Pivô da queda de dois vereadores de Fortaleza em pouco mais de um mês, a Verba de Desempenho Parlamentar (VDP) ainda segue com feições de “caixa preta” no Ceará. Recurso destinado a manter gabinetes de parlamentares, a VDP está hoje sob a mira da Justiça e é objeto de divulgação nebulosa ou de difícil acesso em páginas das principais casas legislativas do Estado.

Em maior ou menor grau de transparência, portais da Câmara Municipal de Fortaleza e da Assembleia Legislativa ainda deixam a desejar na divulgação do uso da verba. Ambas as páginas oferecem dados limitados quando, por exemplo, comparados com os da página da Câmara dos Deputados – onde podem ser encontradas informações detalhadas e recibos de despesas feitas pelos parlamentares.

Sem o acesso livre do cidadão aos dados, denúncias contra uso irregular da verba acabam restritas ao Ministério Público (MP) e aos Tribunais de Contas. Em vigor desde 2012, a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11) tem como uma de suas bases o estímulo a ampliação do controle social de gastos públicos.

Em outubro do ano passado, o vereador A Onde É (PTC) foi alvo de denúncia de uso irregular da VDP. Entre as acusações, o parlamentar teria realizado compra irregular de combustíveis e serviços de impressão, chegando até a “presentear” casal de amigos com lua de mel no Rio Grande do Sul. Com maior controle e pressão popular, irregularidades do tipo poderiam ser coibidas, avaliam especialistas. 

Sem transparência

“É dever da Câmara promover, independentemente de requerimentos, a divulgação em local de fácil acesso de informações de interesse coletivo”, diz a Lei de Acesso à Informação da Câmara Municipal de Fortaleza. Apesar do texto, o Legislativo da Capital ainda apresenta nível mais baixo de transparência entre Assembleia e Câmara Federal.

Por duas vezes, O POVO tentou ter acesso aos gastos da VDP de cada vereador de Fortaleza. A reportagem tentou inclusive entrar com pedido segundo a Lei Federal de Acesso à Informação – que acabou rejeitado no protocolo da Casa. Na outra vez, foi encaminhada à assessoria de imprensa da Casa, que não respondeu os dados pedidos.

Na página da Câmara na internet, não é possível ver qualquer dado individual sobre o uso dos recursos – de até R$ 21,7 mil para despesas mais R$ 43,5 mil para contratação de assessores. Na prática, nenhum cidadão pode saber quanto seu vereador gastou em, por exemplo, locomoção durante o mês. Atualmente, diversos vereadores são investigados por conta da VDP.

Na Assembleia, situação possui melhora, mas ainda é sujeita a restrições. Em seu portal, o Legislativo estadual divulga gastos gerais dos deputados com a VDP – de R$ 29 mil para despesas mais R$ 69 mil para contratações. 

As informações, no entanto, são apresentadas apenas com rubricas genéricas, sem precisar que pessoa física ou jurídica que recebeu os recursos da verba da Casa.

Informações do Jornal O Povo ( íntegra AQUI)

Do Revista Camocim

Eu só observo, mas aguardem, um dia esta bomba estoura, para o bem da população. 

Carlos Jardel