"Resta saber se com as empresas de fora o pagamento é do mesmo jeito", questiona o vereador.
O líder da oposição na Câmara, Vereador Ricardo Vasconcelos (foto), disse ontem, durante a sessão legislativa, que a prefeitura de Camocim está devendo 266 mil reais de combustível ao Posto Machadinho, de propriedade do empresário Raimundo Filho. De acordo com o vereador a divida é no valor total de 306 mil reais, sendo que a prefeitura teria, há quase um ano e meio, pago somente apenas 40 mil reais.
"Um ano e meio que o cidadão empresário não recebe o dinheiro da prefeitura", enfatizou Ricardo destacando que é um caso de desestimulo para investimentos em Camocim.
"O Raimundinho é um empresário, gera emprego, gera emposto, tem o seu posto, concorreu na licitação, documentação toda correta, foi vencedor do certame, mas infelizmente acho que nem vende mais, por que o dinheiro não recebeu", finalizou o líder da oposição pedindo que a prefeita amenizasse a situação do empresário.
O vereador Juliano classificou o ato de " grosseiro e gravíssimo" e destacou que o proprietário do Posto é partidário da prefeita Monica e que manifestou apoio e ajuda na campanha da mesma, no entanto o vereador lamenta pelo fato de se tratar de "um camocinense, uma pessoa que gera emprego na cidade, um lutador e uma pessoa simples", pontuou Juliano. "É triste, não tem quem se aguente, no valor de quase 300 mil reais, ficar numa situação desta, disse.
No Facebook
O vereador Ricardo Vasconcelos continuou com suas criticas no Facebook.
"A Prefeitura é a primeira a incentivar a falta de interesse dos empresários de Camocim em concorrer em licitações no município" , alfinetou o líder da oposição.
"Um empresário que se organiza e comparece a uma licitação, junta certidões, oferta o menor preço e finalmente é o vencedor do certame, e logo nas primeiras vendas, junta logo de início um montante de R$ 304.000,00 vendidos de combustível pra prefeitura no início da administração (...) passado mais de dois anos, sem nenhum real de juros, e ainda existe uma quantia de R$ 266.000,00 a receber e o que é pior sem data prevista", comentou o vereador dizendo ainda que a situação "é pra quebrar qualquer um, e que em vez de ser um sonho se tornou um pesadelo gigantesco, ao ponto do empresário cortar o abastecimento de combustível para a frota pública, prejudicando diversas áreas do serviço como: ambulâncias, transportes escolares".
O vereador concluiu sua postagem dizendo que "fica explicado agora porque a prefeitura compra tudo fora, e que "resta saber se com as empresas de fora o pagamento é do mesmo jeito"
"O empresário perguntou: vereador o que é q eu faço? Aí eu digo, vai de novo".
Carlos Jardel

