MEXICANOS SE DESPEDEM DE CHAVES NO ESTÁDIO AZTECA - Revista Camocim

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MEXICANOS SE DESPEDEM DE CHAVES NO ESTÁDIO AZTECA

Muitos fantasiados como as famosas personagens criadas por Roberto Gómez Bolaños, o "Chaves", centenas de mexicanos aguardaram por horas em uma longa fila para poder participar das homenagens que o comediante falecido recebeu neste último domingo, 30, no Estádio Azteca. "Era como um irmão, como um tio, como um pai. Por isso viemos aqui para nos despedir dele", declara Esteban Chávez, um dos muitos fãs de Bolaños. 

O caixão com o corpo de Bolaños foi levado para o estádio, que pertence à rede Televisa, para onde o comediante trabalhou boa parte de sua carreira. Depois de uma cerimônia religiosa realizada na presença de políticos e artistas, o caixão foi levado de volta para os estúdios da Televisa, onde foi velado na noite de sábado, 29. Lá, parentes, amigos e colegas de trabalho participarão de uma missa privada e fechada à imprensa.

Estiveram presentes no velório, além da esposa de Bolaños, a atriz Florinda Meza - a dona Florinda - e seus seis filhos, outros atores como Edgar Vivar (Seu Barriga) e Carlos Villagrán (Kiko), que, apesar de ter mantido uma delicada disputa judicial com o comediante falecido, não deixou de reconhecer sua genialidade. 

"Se foi um gênio, um mestre (...) Devo a ele tudo que sei e serei eternamente agradecido", declarou Villagrán que, junto com María Antonieta de las Nievas (Chiquinha) disputaram com Bolaños os direitos autorais de suas personagens. No sábado, 29, Bolaños recebeu um minuto de aplausos no Estádio Azteca por parte dos torcedores que foram ver a partida entre o América e o Pumas. 

No trajeto do caixão entre sua residência em Cancún e a Televisa, também foi ovacionado pelas pessoas nas ruas. O legendário comediante morreu na sexta-feira, aos 85 anos, de causas ainda não divulgadas. Em suas últimas aparições públicas, Bolaños sempre se deslocava com o auxílio de uma cadeira de rodas. 

Ele fez rir gerações de crianças latino-americanas, com personagens inesquecíveis como 'Chapolin Colorado' e 'Chaves', que usava do humor para revelar os profundos temores que o assombravam desde criança. Por causa de sua prolífica escrita, que rendeu roteiros para rádio, televisão, cinema, teatro e inclusive vários livros, Bolaños foi apelidado por um colega de 'Chespirito', um pseudônimo que aliava a comparação com o talento do dramaturgo Shakespeare e um diminutivo que refletia a sua baixa estatura.


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