O Revista Camocim reproduz a opinião do professor Sebastião Marques Dourado
Desde que eu me entendo por
gente que presencio a briga politiqueira de dois grupos dominantes na cidade de
Camocim, terra boa e de povo hospitaleiro, acho que é por esse motivo, da
generosa hospitalidade, que essa corja ainda não foi expulsa de Camocim. O fato
é que esses dois grupos políticos não fazem outras coisa a não ser brigarem
pelo poder, pois quando um assume a administração da cidade, não termina
nenhuma obra que o grupo anterior deixou inacabada, e o que é pior, não faz
nada que supere o atraso da administração anterior. Quem perde com assas
“picuinhas” politiqueiras é a população, que sofre com a falta de investimentos
sociais e estruturais, e a cidade de forma geral, que fica em estado constante
de degradação, tomada por entulhos em suas ruas, lixo por toda parte e mato
crescendo invadindo tudo.
Só para lembrar, o ginásio municipal,
destruído pelo tempo, não foi reformado na administração anterior, bem como a
praça de lazer existente em seu redor, e até o presente momento, se encontra
entre os anseios da população desportista, que ainda acredita que será posto em
funcionamento. Outro triste exemplo é o hospital que teve sua construção
iniciada em 2012, que poderia ser uma saída para desafogar o funcionamento do
outro “hospital da família aguiar”, tá lá, abandonado, invadindo pelo mato e
servindo de antro para viciados.
Como se não bastasse, temos o
Matadouro Público, que até 2012 um conhecido blog de notícias da cidade
publicava pesadas críticas sobra a “carde de moita”, também se encontra lá, entregue
às baratas, e a carne de moita? Tá vindo
da onde?
Poderia relatar muitas outras
obras relevantes ao bem estar da população e ao desenvolvimento da cidade, só
que a matéria iria ficar muita extensa. O fato, povo maravilhoso da belíssima
cidade de Camocim, é que nossos administradores nunca visaram o nosso bem
estar, nós que trabalhamos e movimentamos o pequeno progresso desta cidade,
digo pequeno progresso porque nossos governantes municipais conseguem com sua
cegueira de poder, travar o desenvolvimento social e urbano da cidade.
Diante de tudo isso, ainda
achando pouco o que a população padece, há uma briga judicial “odiosa” por
parte do poder público municipal em relação aos candidatos aprovados no último
concurso realizado na cidade, onde as ordens da justiça parecem não surtir
efeito algum mediante o “poder” que emana da administração, e os aprovados,
continuam com esperança de serem efetivados para o exercício de suas funções.
Eu, particularmente, espero
receber, antes de minha aposentadoria, que falta onze anos, os recurso
provenientes do FGTS, que também virou ação judicial, pois de 1998 até o ano de
2004, a administração da cidade de Camocim não fez os repasses ao órgão
competente que trata deste fundo ao trabalhador, apesar de ter descontado os
referidos valores dos servidores municipais.
Para concluir, meus caros
leitores, a minha “visão política” me faz perceber que não temos mais para onde
correr, qualquer que seja o candidato eleito, ele vai sempre que puder,
desmanchar o que o outro fez, não terminar o que o outro começou e achar a
maneira mais cruel possível de punir a população que trabalha para o
desenvolvimento da cidade, pois tem sido assim desde que me entendo por gente.
