VISÃO POLÍTICA - Revista Camocim

segunda-feira, 23 de junho de 2014

VISÃO POLÍTICA

O Revista Camocim reproduz a opinião do professor Sebastião Marques Dourado

Desde que eu me entendo por gente que presencio a briga politiqueira de dois grupos dominantes na cidade de Camocim, terra boa e de povo hospitaleiro, acho que é por esse motivo, da generosa hospitalidade, que essa corja ainda não foi expulsa de Camocim. O fato é que esses dois grupos políticos não fazem outras coisa a não ser brigarem pelo poder, pois quando um assume a administração da cidade, não termina nenhuma obra que o grupo anterior deixou inacabada, e o que é pior, não faz nada que supere o atraso da administração anterior. Quem perde com assas “picuinhas” politiqueiras é a população, que sofre com a falta de investimentos sociais e estruturais, e a cidade de forma geral, que fica em estado constante de degradação, tomada por entulhos em suas ruas, lixo por toda parte e mato crescendo invadindo tudo.

 Só para lembrar, o ginásio municipal, destruído pelo tempo, não foi reformado na administração anterior, bem como a praça de lazer existente em seu redor, e até o presente momento, se encontra entre os anseios da população desportista, que ainda acredita que será posto em funcionamento. Outro triste exemplo é o hospital que teve sua construção iniciada em 2012, que poderia ser uma saída para desafogar o funcionamento do outro “hospital da família aguiar”, tá lá, abandonado, invadindo pelo mato e servindo de antro para viciados.

Como se não bastasse, temos o Matadouro Público, que até 2012 um conhecido blog de notícias da cidade publicava pesadas críticas sobra a “carde de moita”, também se encontra lá, entregue às baratas, e a carne de moita?  Tá vindo da onde?

Poderia relatar muitas outras obras relevantes ao bem estar da população e ao desenvolvimento da cidade, só que a matéria iria ficar muita extensa. O fato, povo maravilhoso da belíssima cidade de Camocim, é que nossos administradores nunca visaram o nosso bem estar, nós que trabalhamos e movimentamos o pequeno progresso desta cidade, digo pequeno progresso porque nossos governantes municipais conseguem com sua cegueira de poder, travar o desenvolvimento social e urbano da cidade.

Diante de tudo isso, ainda achando pouco o que a população padece, há uma briga judicial “odiosa” por parte do poder público municipal em relação aos candidatos aprovados no último concurso realizado na cidade, onde as ordens da justiça parecem não surtir efeito algum mediante o “poder” que emana da administração, e os aprovados, continuam com esperança de serem efetivados para o exercício de suas funções.

Eu, particularmente, espero receber, antes de minha aposentadoria, que falta onze anos, os recurso provenientes do FGTS, que também virou ação judicial, pois de 1998 até o ano de 2004, a administração da cidade de Camocim não fez os repasses ao órgão competente que trata deste fundo ao trabalhador, apesar de ter descontado os referidos valores dos servidores municipais.

Para concluir, meus caros leitores, a minha “visão política” me faz perceber que não temos mais para onde correr, qualquer que seja o candidato eleito, ele vai sempre que puder, desmanchar o que o outro fez, não terminar o que o outro começou e achar a maneira mais cruel possível de punir a população que trabalha para o desenvolvimento da cidade, pois tem sido assim desde que me entendo por gente.