O diálogo mostra os argumentos do pai, que
tenta convencer o jovem a voltar para casa, e do filho, que dizia protestar por
melhores condições de saúde e educação.
- Deixa eu protestar. Eu não
quero isso. Esse governo é errado - dizia o rapaz.
- Você vai ter o seu direito
quando trabalhar e ganhar o seu dinheiro, tá? Eu sou seu pai, escuta o seu pai
- falou o pai logo na chegada. - Ele é meu filho - argumentava o pai, retirando
o filho, entre os manifestantes.
O pai tirou a camiseta do
rosto do filho, dizendo “ você não é criado para isso. Eu trabalho para te
sustentar, não é para você esconder a cara”.
- Eu quero escola, eu quero
saúde. Deixa eu protestar. Minha avó quase morreu num hospital público. Você
acha certo isso? Pelo amor de Deus, deixa eu correr atrás. Tanta gente morrendo.
Deixa eu fazer a minha parte, ajudar um pouco. Eu sei que eu tenho 16 anos. Eu
não vou me machucar, relaxa.
- Eu pago a sua escola. Eu e
sua mãe trabalhamos para te sustentar. Vamos para casa, por favor, Renan. Você
não vai mudar o mundo. Meu filho, você tem 16 anos, não é a hora agora. Eu te
amo, cara. Você é meu filho. Eu estou pedindo demais? Renan, um passo de cada
vez - implorava o pai, na presença de câmeras da imprensa.
No fim, ele foi convencido a
ir para casa
Fonte: O GLOBO

