O Sindicato dos Sapateiros do
Estado do Ceará em Camocim, durante algum tempo, vem recebendo denuncias de
trabalhadores da empresa Democrata Calçados, informando que a mesma está
tirando o direito de acessibilidade dos deficientes físicos e gestantes, ao
descumprir, através de sua nova gerência, sua política de acessibilidade, que
consta em liberar esses funcionários 5 minutos antes em todos os horários de
intervalos, para que os trabalhadores possam ter garantido com plenitude a
locomoção, evitando “atropelos’’ nos horários de saída em massa”.
“A gerência da empresa cancelou
esse ganho, colocando deficientes e gestantes para saírem juntos com os demais
funcionários. Esta medida prejudica as pessoas que tem dificuldades de se
locomoverem com facilidade”, lembra o Sindicato, que considera a medida como
uma falta de respeito e um ato de desumanidade, “pois há mais de 05 anos os
trabalhadores com deficiência e gestantes podiam sair antes, evitando possíveis
acidentes, inclusive, lembra-se de casos de atropelamentos de trabalhadores em
frente a empresa com vitimas fatais”, disse.
Hora extra
A Democrata também explora os
trabalhadores, que são designados a fazer horas extras além do permitido pela
CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas.
“Duas horas, além da carga horária
de trabalho, é o que garante a Lei, no entanto, os trabalhadores denunciam que
estão sendo obrigados a trabalharem mais de duas horas”, enfatiza o Sindicato,
que apresenta outro agravante: “as horas extras não são descriminadas nos
contracheques, conforme determina a Lei. É uma sonegação de impostos e de
direitos dos trabalhadores. Quando as horas extras são colocadas no
contracheque, melhora o décimo terceiro, férias, FGTV, aposentadoria e verbas
revisórias dos trabalhadores”.

