O governador Cid Gomes (Pros)
pode anunciar hoje, a dois dias do fim do prazo para a desincompatibilização,
se renuncia para permitir uma candidatura do irmão, o secretário estadual da
Saúde, Ciro Gomes (Pros), ao Senado, abrindo espaço para a candidatura ao
governo do senador Eunício Oliveira (PMDB).
O governador, seu irmão e os
pré-candidatos do Pros ao Executivo (o vice-governador Domingos Filhos, o
presidente da Assembleia, José Albuquerque, o deputado Mauro Filho, e o
ex-ministro dos Portos, Leônidas Cristino), mais o prefeito Roberto Cláudio,
tiveram reunião ontem de quase três horas no Palácio da Abolição para discutir
o próximo passo de Cid. “Amanhã (hoje) é que vamos começar a descobrir (se Cid
fica ou sai)”, disse José Albuquerque ao O POVO depois do encontro.
Em jogo, ainda, os efeitos
pessoais da situação. “Eu não queria estar no lugar dele nesse momento.
Primeiro porque o projeto pessoal dele está sendo frustrado diante de uma
necessidade política. Segundo, porque é uma decisão que mexe com família, mexe
com projetos pessoais, que custam muito caro. Agora, talvez essa encruzilhada
tenha sido gerada por ele não ter conseguido construir uma candidatura
natural”, avaliou Danilo Forte (PMDB).
Saiba mais
Circulava ontem rumor de que o
PT nacional haveria orientado o partido no Ceará a abrir mão da candidatura ao
Senado em prol de Ciro Gomes. O pré-candidato petista à vaga, o deputado
federal José Guimarães, reagiu com indignação. “Isso é mais uma fofoca. O PT está
firme e forte na disputa pelo Senado”, disse ele ao O POVO.
O POVO
