Ah quem me dera ser
Papai-Noel,
Porém fosse daquele diferente,
Que as renas cavalga num
tropel
E que traz de ano em ano algum
presente!
De outro modo faria o meu
papel
E não ficava tanto tempo
ausente;
Ao contrário, assim feito
carrossel,
Girava pelo mundo de repente!
Em vez de dar presente ou
coisa assim,
Brinquedo que se quebra, que
tem fim,
Às crianças, a bem dizer
verdade,
Daria todo ano, o ano inteiro,
Em vez do tal presente
costumeiro,
Saúde, paz, amor,
felicidade...
Raimundo Bento Sotero
