O texto abaixo foi enviado por uma leitora do Revista Camocim, que ontem publicou um desabafo reproduzido com a manchete "LEITOR - BOTANDO A BOCA NO TROMBONE"
veja AQUI
"Hoje, ao buscar meu filho na
creche, os pais dos alunos foram convocados a uma reunião para esclarecimento
do que estava acontecendo.
As professoras afirmaram que
há merenda para as seis refeições diárias e que o único motivo de os alunos
estarem saindo as 11hs é a falta de professores e esse problema estaria
resolvido se os vereadores tivessem votado a favor da contratação.
Eu fui ensinada a pedir
desculpas se o que eu fizesse fosse errado, portanto esse texto é uma retratação
sem retratação, se é que me entendem.
A mente das pessoas estão sendo
reduzidas ao máximo a cada dia que passa, pensei que com a evolução do tempo,
as pessoas fossem deixando de ser
controladas por partidos
políticos e tivessem o seu próprio pensamento, a sua própria opinião, mais vi
que isso não acontece.
A corda sempre arrebenta do
lado mais fraco, eu sei disso, aliás, eu sempre soube, e o que eu
"falei" no texto anterior volto a repetir sem medo de represálias: um
funcionário da creche tia Lindú falou com todas as letras, "as aulas vão
ser até as 11 hs porque a merenda que estamos
usando é o restante da
administração passada e a nova chegará provavelmente em março".
As pessoas tentam se explicar
e acabam se "enrolando" cada vez mais.
Antes era por falta de
merenda, agora é a falta de professores que impedem as aulas de acontecerem.
A falta de professores não é
um motivo justo para o esclarecimento que tivemos, a não aprovação do projeto
de contratação da prefeita só está impedindo que pessoas desqualificadas
profissionalmente assumam o lugar de pessoas que estudaram e que estão aptas
para exercerem sua função com qualidade, conhecimento e eficiência.
A falta de professores não se
dá por conta de um projeto não aprovado e sim por falta de competência e bom
senso da nova administração.
Acabou a ditadura, acordem!
Somos uma democracia, com liberdade de expressão e com leis que ampara o
cidadão.
Eu sei muito bem que o meu
direito acaba onde começa o seu, mas não estou sendo antiética e muito menos
desrespeitando alguém!"

