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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Quase um ano após motim, 36 policiais são denunciados pelo MPCE


O motim protagonizado por centenas de policiais militares e que impactou negativamente as estatísticas dos crimes violentos no Estado do Ceará está prestes a completar um ano. Onze meses após a paralisação de grupos de agentes da Segurança Pública, o Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou 36 PMs em novembro e dezembro de 2020, por ligação aos atos.


Dentre os crimes pelos quais os amotinados foram denunciados estão a omissão de lealdade militar, omissão de eficiência da força, desobediência, descumprimento de missão, atentado contra viatura, prevaricação e inobservância de lei, regulamento ou instrução. Todas as denúncias partiram da Promotoria de Justiça Militar e Controle Externo da Atividade Policial Militar, que também se manifestou proibindo os envolvidos de frequentarem quartel militar no Ceará, salvo quando requisitados oficialmente por autoridade e suspender o exercício das funções públicas. A reportagem teve acesso a três documentos acusando, ao todo, 23 militares.


De acordo com o promotor Sebastião Brasilino, a Justiça acolheu as acusações e, atualmente, os 23 PMs são réus. Em uma mesma denúncia, de dezembro de 2020, constam nomes de 12 policiais: major Paulo Henrique da Silva Mendes, segundo-tenente Lindendôfe Carneiro de Oliveira, os subtenentes Carlos Alberto Ferreira de Oliveira e José Walter de Souza Júnior, os sargentos José Aldivan Ferreira de Araújo, Francisco Rogério Marreiro da Silva, José Raimundo da Costa e Jailson Oliveira Barbara, o cabo Auricélio Moreira de Souza e os soldados Adley Silvestre Anjos Felix e Weslley Fereira Alencar.


Nessa denúncia, o MPCE dividiu a atuação dos agentes em três núcleos. O primeiro fato aconteceu em 18 de fevereiro de 2020, dia um do motim que seguiu até março no Estado. De acordo com o órgão acusatório, no dia 18, o major Mendes se omitiu deixando de providenciar a guarda da instalação no 22º BPM, no bairro Papicu, o que interferiu para a invasão.


O segundo núcleo cita policiais que nada fizeram, quando viram-se interpelados pelos mascarados, nos arredores do 22º BPM. Já o terceiro se refere a uma composição que cobria a área do Lagamar e não agiu para impedir o arrebatamento da viatura.


Informações do Diário do Nordeste.

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