segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Voluntários unem esforços em luta para controlar chamas no Pantanal

Quando o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admitiu pela primeira vez, na quinta-feira (17), que o fogo no Pantanal tomou "proporção gigantesca", a maior série de queimadas no bioma em décadas tinha alcançado seu ápice. Na avaliação de especialistas o ritmo das ações do Governo Federal para conter os incêndios indica demora e uma oferta de recursos e infraestrutura incompatíveis com o tamanho da devastação. Em meio a pressões, o Governo tem ampliado o auxílio à região, enquanto organizações não governamentais e voluntários também agem para frear o avanço do fogo. 

Somente no Parque Estadual Encontro das Águas, que abriga grande concentração de onças-pintadas, a destruição alcançou 85% dos cerca de 108 mil hectares, segundo cálculos do Instituto Centro de Vida, que monitora queimadas no País. Fundamental para a preservação do felino, a área atrai milhares de turistas ao Pantanal todos os anos. 

O descompasso entre Brasília e o fogo estava evidente há semanas para ONGs, especialistas e voluntários. Professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Thadeu Sobral avalia que uma parcela importante do trabalho de contenção não foi assumida pelo poder público. "O que a gente sente é que quem toma a liderança dessas questões são o terceiro setor e as universidades. Temos vários amigos na linha frente de combate ao fogo. Precisamos entender o que ele está causando na biodiversidade e não temos visto os governantes sentados para conversar", reclama. 

Informações do Diário do Nordeste.

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