quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Unidades pós-Covid fizeram mil atendimentos a pacientes no Ceará

Para algumas pessoas, a alta hospitalar da Covid-19 não foi suficiente para acabar com os sintomas da doença, porque possíveis sequelas da enfermidade persistem e exigem a continuidade de atendimento médico especializado. Na rede estadual do Ceará, duas unidades de saúde são referência nesse pós-atendimento: o Hospital São José (HSJ) e o Hospital de Messejana (HM), ambos em Fortaleza. Além disso, há uma unidade municipal em Sobral. Juntas, elas já realizaram 1.069 atendimentos..

Conforme a plataforma IntegraSUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), 243.267 pessoas foram consideradas curadas da Covid-19 desde o início da pandemia até a última terça-feira (17). Destas, 8.010 evoluíram para alta após internação hospitalar, segundo informado ao Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (Sivep).

O HSJ iniciou o acolhimento no ambulatório para retorno de pacientes de Covid-19 no fim de abril. Desde então, segundo a coordenação, já foram realizados 318 atendimentos, com média de 50 consultas mensais. "Até o fim de novembro, a unidade tem 56 consultas já marcadas. A orientação dada pela equipe médica é que os pacientes, mesmo os assintomáticos, retornem regularmente para o acompanhamento", informa.

A periodicidade das consultas é definida caso a caso. No local, os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar que inclui profissionais da área médica, da enfermagem, da psicologia e do serviço social. A infectologista do HSJ, Melissa Medeiros, explica que o acompanhamento das pessoas deve se dar entre seis meses e um ano, embora não se saiba por quanto tempo os sintomas podem persistir.

"Alguns se queixam de tosse, um pouco de cansaço, principalmente aos esforços médios e maiores. Outros têm dores articulares, sensação do cheiro e paladar dificultada, descontrole do diabetes ou da hipertensão", enumera a médica. Relatos comuns também incluem perda de memória, "um nevoamento do cérebro", mas Melissa aponta que isso não necessariamente ocorre pelo ataque do vírus, mas pela fadiga, "já que é uma doença que libera muita adrenalina e gera cansaço".

Diana Arrais de Souza, pneumologista responsável pelos atendimentos do ambulatório pós-Covid no Hospital de Messejana, complementa que queda de cabelo e dor torácica são outras queixas verificadas no dia a dia entre pacientes egressos da internação na unidade. De julho a outubro, o HM realizou 132 atendimentos. Segundo a médica, são recebidos entre 20 e 25 pacientes mensais.

Informações do Diário do Nordeste.

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