sábado, 21 de novembro de 2020

Pix deverá fazer do Brasil 2º maior mercado de pagamento digital

Menos de uma semana após entrar em operação, o Pix - meio de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central - deverá fazer do Brasil o segundo maior mercado de meios de pagamento digital do mundo. Essa é a projeção de Marcos Gouvêa, conselheiro do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV) e do Instituto de Food Service do Brasil (IFB), que já considera a ferramenta como uma referência global de serviço de pagamento e transferência digital.

"O fato de a população brasileira ter essa forte integração com o novo assegura essa expansão, que colocará o Brasil, muito em breve, como o segundo maior mercado de pagamentos digitais, atrás apenas da China", disse Gouvêa, durante evento realizado pelo Lide Ceará, na manhã de ontem (20), cujo tema era "A Revolução dos Meios de Pagamento e o Impacto na Economia Brasileira". O Pix, que entrou na fase de funcionamento pleno na segunda-feira (16), permite a realização de pagamentos e transferências 24 horas por dia, sete dias por semana, todos os dias do ano, principalmente pelo celular.

Dentre os fatores que deverão contribuir para esse avanço, o conselheiro do IDV citou o tamanho do mercado nacional, a capilaridade do uso de smartphones - pelos quais serão efetuadas as transações do Pix - e a tendência de inovação do varejo. Com uma população de pouco mais de 212 milhões de habitantes, o Brasil tem mais de 230 milhões de linhas móveis ativas.

"O empresário do varejo no Brasil é visionário, estóico, e com a pandemia, o varejo está se transformando em referência para os outros setores empresariais", destacou Gouvêa.

"O Banco Central foi visionário ao identificar no mercado global essa tendência e perceber essa demanda, principalmente, por pessoas mais jovens, e acabou liderando esse movimento, com a plataforma Pix, que vai transformar a estrutura de pagamentos no Brasil".

Durante o evento, Paulo Morais, diretor executivo da Totvs Ceará, destacou a liderança do Banco Central no desenvolvimento da ferramenta e que, "se não (tivesse), o Brasil estaria refém de empresas internacionais", disse.

Informações do Diário do Nordeste.

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