quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Capacete para tratamento de Covid-19 desenvolvido no Ceará tem eficácia comprovada em testes

Os resultados preliminares dos testes com o Elmo, o capacete de respiração assistida para tratar pacientes de Covid-19 desenvolvido em Fortaleza, são positivos de acordo com o superintendente da Escola de Saúde Pública e idealizador do dispositivo, Marcelo Alcântara. Dentre os dez pacientes analisados, internos do Hospital Leonardo Da Vinci (HLV) em quadros moderados ou graves de Covid-19, todos apresentaram melhora significativa. Seis pessoas testadas não precisaram ser entubadas por conta do auxílio do dispositivo. 

“Os testes com o Elmo mostraram que ele funciona para o que ele se propõe, que é oferecer oxigênio, oferecer uma pressão ao redor da face do paciente, que auxilia a respiração, com isso melhora a capacidade respiratória e a ajuda a prevenir que o paciente precise de uma intubação e de um leito de UTI, por exemplo, com respirador. O Elmo não utiliza respirador, ele utiliza oxigênio e ar comprimido. Isso pode ser dado em uma enfermaria, em uma unidade que não precisa ser UTI, e com isso, realmente, beneficiar, até mais da metade dos pacientes”, comemora Marcelo Alcântara.

O projeto que iniciou há 8 meses entrou na fase de testagem em junho. “[Os testes] foram aplicados no Hospital Leonardo da Vinci, que era um hospital que estava destinado exclusivamente a pacientes com Covid-19, em internados que usavam oxigênio. Então não eram pacientes com quadro leve, eram pacientes com quadro moderado a grave, mas que tinham condições de usar o Elmo”, explica o idealizador do projeto.
 
Em julho, Maria Irismar, 70 anos, fez parte desses pacientes escolhidos para testar o equipamento. A idosa chegou a ter 70% dos pulmões comprometidos pela infecção causada pelo novo coronavírus, e ficou 13 dias internada em razão da doença. “A minha saturação estava em 88%. Tive Covid-19 que comprometeu 70% do meu pulmão, tive pneumonia, foi muita coisa, mexeu com todo o meu organismo.

Me perguntaram se eu queria porque ainda estava na fase de testes e eu achei que seria a salvação. Usei dois dias, o primeiro dia usei  quatro vezes, e no segundo foram duas. Melhorava muito a minha respiração. Depois, não precisou mais. Fiquei 13 dias internada, no 10º dia me passaram o capacete. Não fui pra UTI por causa do capacete”, relata a idosa. 
 
Para o o superintendente da Escola de Saúde Pública e idealizador do projeto, conseguir disponibilizar esse novo equipamento pode fazer uma grande diferença na vida de quem tem problemas de oxigenação para além da doença pandêmica. 

Informações do Diário do Nordeste.

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