sexta-feira, 4 de setembro de 2020

O que mudou no tratamento da Covid-19 no Ceará até aqui


A chegada repentina da pandemia da Covid-19 no Ceará abalou não apenas a rotina de gentes, comércios e serviços, mas, principalmente, a dos profissionais de saúde. Com o ingresso incessante e cada vez mais volumoso de pacientes infectados com o novo vírus nas unidades hospitalares, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais precisaram "aprender fazendo" - salvar vidas em meio a mudanças constantes de protocolos, descobertas científicas e incertezas diárias.

"Foi muito difícil, porque saía hoje um estudo, amanhã outro, e isso gerava insegurança na gente. O que eles descobriam combinava com o que víamos na prática, mas tinha muita divergência também. Fomos confrontando estudos com o que vemos nos pacientes, porque ainda não há respostas sobre o melhor medicamento, terapia ou ação". A fala é do infectologista Lino Alexandre, que atua no Hospital Leonardo Da Vinci, unidade estadual referência no tratamento da Covid-19 no Ceará.

No pico da pandemia em Fortaleza, em maio, o Estado chegou a ter 2.243 pacientes internados simultaneamente, 772 deles em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outros 1.471 em enfermarias. Até o último sábado (29), o número registrado no Integra SUS, da Secretaria da Saúde (Sesa), era quase a metade: 735 pessoas com Covid-19 estavam em unidades hospitalares em todo o Estado, 310 delas em UTIs e 425 em leitos de menor complexidade.

Hoje, cinco meses e meio após a confirmação dos primeiros casos no Estado, os medicamentos prescritos mudaram, o rigor nos critérios para intubação aumentou e a necessidade de se ter uma equipe multidisciplinar para observar as diversas manifestações do novo coronavírus nos pacientes foi reforçada. Salvar as vidas afetadas pelo Sars-CoV-2, então, está dia a dia mais possível.

Informações do Diário do Nordeste.

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