sábado, 1 de agosto de 2020

Pesquisa mede aprovação dos gestores públicos na pandemia


Pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Opnus e contratada pelo Sistema Verdes Mares (SVM) mostra a avaliação da atuação dos governantes, nos três níveis de poder, durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo os dados, as medidas adotadas pelo governador Camilo Santana (PT) têm a aprovação de 79% da população cearense. Em relação ao prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), 73% aprovam as medidas. Já a avaliação da atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revela a aprovação de 38% dos entrevistados no levantamento.

A pesquisa foi realizada por meio de ligações telefônicas entre os dias 23 e 26 de julho. O Instituto Opnus entrevistou 1.408 pessoas em todas as regiões do Ceará. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro máxima, de 2,6 pontos percentuais para mais ou menos.

Apesar de ainda ter um índice de desaprovação (53%) superior ao de aprovação (38%), Bolsonaro tem apresentado tendência de melhora na popularidade em relação à atuação na pandemia, segundo o diretor do Instituto Opnus e cientista político, Pedro Barbosa.

Ele diz que, embora o presidente tenha "uma atuação, uma linha de discurso bem contrária a da maioria dos gestores, até no âmbito internacional", durante a pandemia, durante a crise sanitária foi aprovada "uma medida que teve um impacto muito forte": o auxílio emergencial pago a trabalhadores e a famílias que tiveram a renda afetada durante a pandemia. "Foi um recurso injetado diretamente no bolso das famílias. Então, melhorou a imagem dele", ressalta.

A aprovação do presidente cresce quando analisados alguns segmentos. O maior índice ocorre entre homens (42%) e entre aqueles que se declaram evangélicos (54%). "Pela pesquisa, ele está em avaliação mais positiva nos grupos que têm tendência de apoio a ele desde antes da pandemia", diz Barbosa. Enquanto isso, as maiores desaprovações estão entre cearenses com nível superior (63%) e os que possuem renda média de mais de cinco salários mínimos (78%).

Informações do Diário do Nordeste.

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