sábado, 8 de agosto de 2020

Bares e escolas estimam perdas de 25% a 30% da mão de obra no CE


O governador do Ceará, Camilo Santana, confirmou ontem (7) que o Estado não deverá ter alterações com a publicação do novo decreto de isolamento social, que passará a valer na próxima segunda-feira (10). Fortaleza e os municípios da Região Metropolitana seguem na fase 4 do Plano de Retomada Responsável. No entanto, escolas e bares seguem impossibilitados de operar de forma presencial. Representantes dos dois segmentos lamentam a decisão e contam prejuízos.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Estado do Ceará (Abrasel-CE), Rodolphe Trindade, a decisão de continuar proibindo os bares de funcionarem é absurda. “O que foi combinado, não foi respeitado. As condições para que a gente voltasse a funcionar eram redução de 50% de mortes por Covid-19, já estamos com mais de 90%, 50% a menos de pessoas doentes e 80% dos leitos de UTIs ocupados. E estamos muito menos que isso. Não foi respeitado o combinado”, declara. 

Segundo ele, o Ceará já perdeu cerca de 30 mil postos de trabalho apenas nos setores de bares e restaurantes com a pandemia. “A gente estima que 30 mil pessoas no Estado foram desligadas no setor. Eram 120 mil pessoas empregadas antes da pandemia e hoje a gente está com 90 mil pessoas empregadas”. 

Trindade também diz que não houve mais conversas com o Governo do Estado. “Tivemos ótimas discussões, mas quando chega a hora de pôr em prática, não acontece. Então mais uma vez, sem nenhuma razão, os bares não foram incluídos neste decreto. A Abrasel questiona que sem eventos, não pode ter campanha política. Esse é o nosso mote agora”.

O empresário ainda afirma que muitos bares estão mudando a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) para virarem restaurante. “Tem muita gente burlando, e mudando a Cnae para transformar o bar em restaurante. Então é isso, a gente fica desesperado e muito descontente. Quem já voltou, está com 30% a 40% do movimento de antes da pandemia. Os restaurantes não estão lotados, e a capacidade está reduzida em 50%”, acrescenta ele em relação aos restaurantes que já puderam reabrir na Capital, desde julho.

Informações do Diário do Nordeste.

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