segunda-feira, 27 de julho de 2020

Novos líderes, novas possibilidades para a educação brasileira

Neste ano de 2020 teremos mais uma vez eleições para definir líderes e representantes municipais. O debate de uma eleição diferente, marcada pelo provável momento pós-coronavírus, está na mídia. Mas o que vem depois da eleição, o fazer, é que deve nos interessar mais. 

Passada a epidemia, ficam as suas sequelas na saúde, na segurança, na economia e na educação. 

Todos os temas são de essencial destaque para a discussão na busca de proposições e resoluções que minimizem os impactos. Me atenho, no entanto, a um que já tem bom exemplo a ser seguido não só pelos demais municípios do Ceará, mas de todo o Brasil: a exitosa educação básica de Granja, município do qual me orgulho de ter sido prefeito.

Uma pequena cidade de um dos estados mais pobres do Brasil tem as crianças que melhor aprenderam a ler e a escrever nos últimos anos. Isso com base em levantamento do Ministério da Educação, divulgado ano passado pelo Jornal O Estado de São Paulo mostrando que Granja tem nove entre as dez escolas com os melhores índices de leitura do País.

O contexto nacional atual é que mais de 35% dos estudantes não conseguem escrever corretamente e que 50% dos alunos, faixa dos 8 anos da idade, não sabem ler de forma satisfatória. Ao mesmo tempo que os alunos da Escola Nossa Senhora Aparecida, na zona rural granjense, são os melhores do Brasil em leitura e escrita.

Esta realidade não estava muito distante. Em 2012, Granja ranqueava na posição 183 dentro do índice educacional dos 184 municípios cearenses. Na época, 11 escolas estavam entre as 150 piores do Estado. A mudança não aconteceu segundo fórmulas mágicas. Foi preciso empenho, dedicação, investimento e muito trabalho. O  modelo educacional utilizado cresceu e vingou longe das pautas ideológicas sobre educação.

Realizamos concursos, implantamos plano de cargos, gratificação, uso de recursos próprios, dois professores por sala, reforço escolar, cursos para gestores. 

Coloco Granja como exemplo na esperança de ver um país, hoje sem rumo, transformado pela educação sob liderança de novos gestores eleitos. Há, sim, a possibilidade da mudança. 

Ela já aconteceu. Se a pequena cidade do Sertão conseguiu, há de fato a possibilidade dos nossos municípios, por todo o País, compreenderem que podem alfabetizar suas crianças não importa a paisagem.

Informações do O Otimista.

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