sexta-feira, 31 de julho de 2020

Dois terços das famílias cearenses perderam renda na pandemia

Difícil não conhecer alguém que tenha sido impactado pela crise de redução da atividade econômica gerada pelo novo coronavírus. No Ceará, essa realidade foi medida por pesquisa do Instituto Opnus, a pedido do Sistema Verdes Mares. O levantamento apontou que dois terços das famílias (66%) no Estado registraram queda na renda mensal durante a pandemia.

E esse cenário não deverá ser revertido até o fim de 2020, com a recuperação dos níveis de renda acontecendo apenas a partir do começo do próximo ano, segundo especialistas consultados.

De acordo com a pesquisa, apenas 33% das famílias cearenses não registraram queda dos ganhos mensais, enquanto 29% dos entrevistados revelaram ter perdido metade da renda. As parcelas correspondentes às famílias que tiveram um impacto menor ou maior que 50% da renda foram semelhantes, de 16%. Já para o restante das famílias, 5% do total, houve perda completa dos recebimentos no mês.

Segundo o economista Allisson Martins, o cenário é um reflexo claro da redução da atividade econômica registrada em todos os setores, fazendo com que empresas tivessem o faturamento reduzido. Com resultados piores, muitas empresas demitiram ou reduziram salários dos funcionários durante a crise.

"A queda na renda é resultado desse quadro adverso em que a pandemia afetou a economia cearense como um todo. As perdas na indústria chegam a 22% no acumulado do ano, além de quedas de 18% no volume de vendas do comércio e um recuo de 12% no setor de serviços. Isso tudo gerou demissões e reduções de renda em toda a sociedade, afetando muito o mercado informal. Pesquisas apontam uma perda de até R$ 11 bilhões na economia cearense em 2020", disse Martins.

Informações do Diário do Nordeste.

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