terça-feira, 2 de junho de 2020

Secretaria da Saúde, pelo jeito, quer matar de fome os agentes da Barreira Sanitária na entrada de Camocim.

Na hora do aperto, o matagal tem servido de banheiro.



Eu já critiquei a Barreira Sanitária neste blog por alguns motivos, que não vem ao caso a gora - não retiro a critica -. Pois bem, ocorre que hoje parto em defesa dos profissionais que estão se revezando no serviço, principalmente os agentes das endemias, que tem sofrido pra "caramba" com a falta de apoio da Secretaria da Saúde que os empurrou pra lá, no limite da minima condição do serviço.

Entenda: Os agente de endemias se revezam durante 24 horas, mas não recebem um lanche da Secretária. Eles passam horas e mais horas com sede, com fome e tentando suportar a pressão das necessidades fisiológicas.

"Se não fosse os agentes da Guarda Municipal e da Demutran, que compartilham café ou compram algum lanche, a tortura seria maior", revelou uma agente das endemias que pediu para não ser identificado.

Ele disse mais:

A secretaria não manda sequer um pão melado pra gente. Ninguém tá mendigando comida. Nós só queremos o que é justo; suporte pra trabalhar e a valorização dos profissionais que estão na linha de frente nessa pandemia.

"Essa Barreira não tem um enfermeiro, não tem um técnico de enfermagem, não tem ninguém da Secretária da Saúde pra dar apoio. Se acontecer de aparecer algum doente, ou caso pior, que Deus defenda, fica difícil...Agora, pra bater fotos, aparece todo mundo".

Em tempo: o vereador Oliveira da Pesqueira informou que um agente das endemias reclamou e foi transferido. O vereador Juliano Cruz também confirmou a precariedade na qual trabalham os profissionais ; sem suporte e utilizando o matagal como banheiro.

Carlos Jardel

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