terça-feira, 30 de junho de 2020

Planalto aborta posse de novo titular do MEC e já procura substituto


O presidente Jair Bolsonaro começou a revisitar a lista de cotados para o Ministério da Educação (MEC). Os nomes de Sérgio Sant'Ana, ex-assessor do ex-ministro Abraham Weintraub, e de Renato Feder, secretário de educação do Paraná, voltaram ao centro da discussão na sucessão do MEC.

Para o lugar de Decotelli, a cúpula militar passou a sugerir o professor Marcus Vinicius Rodrigues, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Já o grupo próximo ao ex-ministro Abraham Weintraub voltou a defender os nomes do secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, Carlos Nadalim, e do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Benedito Aguiar.

Os nomes passaram a ser avaliados mais uma vez depois das notícias sobre informações falsas no currículo de Carlos Alberto Decotelli, nomeado na semana passada para o cargo. O Governo Federal decidiu, ontem (29), adiar a posse do ministro e fazer um pente-fino em sua carreira.

Embora ainda não tenha sido chamado na Presidência, até o meio da tarde, Sant'Ana tem forte apoio da ala ideológica do Governo. O ex-assessor de Weintraub é próximo do secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, que voltou a ser cotado para a Pasta, e também do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro.

Já o secretário do Paraná, Renato Feder, preferiu não comentar sobre as novas movimentações em relação à troca de chefia no MEC. Na semana passada, o nome de Feder ganhou força, mas ele acabou não sendo escolhido pelo presidente. Os militares do Governo apoiam o nome do educador Antônio Freitas, que também estava entre os cotados antes da nomeação de Decotelli, e de Antônio Testa, que chegou a fazer parte do MEC e foi demitido pelo ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

Informações do Diário do Nordeste. 

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