quarta-feira, 17 de junho de 2020

Hospital de Camocim nunca atendeu pacientes da Covid-19 das cidades da Microrregional


Todos em Camocim sabem que a prefeitura destinou a Unidade de Pronto Atendimento 24h ( UPA 24h) para atender os casos de pacientes da Covid-19. Tanto é que alugou por R$230 mil uma tenda e colocou 12 camas para tentar atender a crescente demanda de pessoas infectadas...

Pois bem, ocorre que depois da entrevista do deputado Romeu Aldigueri, hoje na Liberdade FM, que comentou sobre o Hospital Deputado Murilo Aguiar não atender pacientes da Covid-19, a direção do referido hospital resolveu dizer que disponibiliza 10 dos seus 68 leitos para tratar casos do Coronavírus e que o mesmo recebe, inclusive, pacientes de outras cidades. Só que trata-se de uma declaração que não condiz com a verdade absoluta. Barroquinha, Chaval, Granja e Martinópole, conforme os seus respectivos secretários da saúde informaram, nunca tiveram seus pacientes atendidos em casos de Covid-19 em Camocim. Somente ontem (16), após muita pressão, inclusive de prefeitos da Região e da imprensa , foi o que hospital informou que poderia atender casos de coronavírus. Isso depois de quase 100 dias de pandemia. Além disso, o hospital não conta com os aparelhos adequados e não tem nenhuma UTI.

Ainda sobre a entrevista do deputado Romeu, a direção do Hospital Deputado Murilo Aguiar - inclusive deve explicações - não rebateu o fato de receber pacientes do Município de Frecheirinha que não é da Microrregional de Camocim. 

Não foi rebatida a informação da compra dos testes rápidos que a prefeitura de Camocim fez no valor de R$141 reais a unidade, enquanto que a de Granja comprou os testes por apenas R$75 reais a unidade. A compra das cesta básicas de Camocim foi efetuada no preço alto de R$ 60 reais cada cesta, enquanto a de Granja custou apenas R$ 46 reais. Essa informação também não foi questionada. 

O fato é que a prefeitura de Camocim, de todas as formas, tenta imprimir pra população uma realidade positiva sobre os dados do Covid-19 quando os números drásticos dos próprios boletins epidemiológicos que a mesma divulga não permitem. 

Carlos Jardel

Nenhum comentário: