sábado, 30 de maio de 2020

Será um absurdo se o comércio não essencial reabrir neste momento da pandemia em Camocim!

Considero um absurdo, neste momento, a reabertura gradual dos serviços não essenciais em Camocim, mesmo com medidas restritivas e com todos os supostos cuidados possíveis que venham a ser obrigatórios. Antes dessa insana atitude, a determinação precisa ser justificada na situação da saúde pública e não na pressão dos segmentos que se contrapõe ao isolamento social pensando meramente no fator econômico e descartando a preservação da vida humana.

Caso isso venha a ocorrer, será uma aberração!, pois em Camocim não houve estabilização dos casos de Covid-19. Pelo contrário: todos os dias os números aumentam espantosamente.

Agora analise: se o sistema de saúde do município de Camocim -  bem como de toda a região norte - não está  dando conta de atender a demanda de pessoas infectadas, mesmo com o isolamentos social decretado e com os serviços não essenciais fechados, imagina quando a irresponsabilidade abrir o que não for essencial?

Alguém duvida que deixou de existir aglomeração nas ruas em pleno isolamento social? Alguém duvida que com a reabertura dos serviços não essenciais não haverá controle e aumento exponencial das aglomerações e mais desrespeitos as medidas protetivas?  Claro que não! A possibilidade real é de que haver o descontrole total da saúde pública.

Bom, desta vez, caso isso ocorra, a culpa será divida: prefeita, "segmentos do mero lucro financeiro", pessoas irresponsáveis e incrédulas.

E por falar em prefeita, a de Camocim tem nãos mãos o poder de decidir o que é essencial para Camocim ou não diante do quadro pandêmico no município. Ela não pode e nem deve pegar pressão dos segmentos que pensam primeiramente no bolso. 

Só pra lembrar, o Supremo Tribunal Federal decidiu no último dia 15 de abril que, além do governo federal, os governos estaduais e municipais "têm poder para determinar regras de isolamento, quarentena e restrição de transporte e trânsito em rodovias em razão da epidemia do coronavírus e deixou expresso que "governadores e prefeitos" têm legitimidade para definir quais são as chamadas atividades essenciais. 

Carlos Jardel 

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