sábado, 30 de maio de 2020

Queda da economia do CE deve ser mais profunda que média nacional

A retração de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2020, na comparação com os três meses anteriores, prenuncia resultado que deve ser ainda mais negativo no estado do Ceará, de acordo com análise do presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-CE), Ricardo Coimbra. "Pelos dados já anunciados da queda de arrecadação do ICMS, algo em torno de 30%, significa dizer que vamos ter um baque no PIB do Ceará", prevê.

Isso se dá, segundo o especialista, pela característica da composição da economia cearense - mais dependente do comércio, que foi profundamente impactado pelas medidas para conter o avanço da pandemia. "Aproximadamente 75% do PIB do Estado é composto de comércio e serviço. Então, se você teve uma queda considerável no ICMS, esperamos uma queda significativa também no PIB", explica Ricardo Coimbra

A retomada, ainda que gradual da atividade econômica do Estado, a partir de segunda-feira (1), pode ajudar a refrear o aumento dessas perdas. Segundo Coimbra, junho deve ser visto como um mês de transição nas contas públicas.

"Em janeiro, fevereiro e até começo de março, era possível observar uma boa recuperação, com números positivos. Na sequência temos aproximadamente três meses negativos e, encerrando o semestre, junho, que talvez venha com alguma recuperação".

O desempenho da arrecadação estadual em abril e maio será determinante para definir o tamanho a queda do PIB do Estado, segundo Ricardo, mas ele estima que o tombo da atividade econômica cearense fique entre 4,5% e 5%, no primeiro semestre.

Informações do Diário do Nordeste.

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