quinta-feira, 28 de maio de 2020

Opinião - Dá pra fazer melhor. Nada falta, se não gestão, boa vontade ou competência da prefeitura de Camocim

 Ou seja, Camocim tem posição de protagonista, mas postura de medíocre.


Segue a opinião do jovem camocinense Valdir Júnior sobre a questão da saúde pública nesta pandemia em Camocim.

O momento atípico e infeliz pelo qual passamos com o Novo Coronavírus, corrobora um pensamento já consolidado, sobretudo no tocante à Saúde Pública, de que Camocim já deveria mostrar estrutura própria organizada para ajudar no atendimento da demanda diversa, muito antes desta pandemia ser desencadeada.

Camocim é o mais populoso dos 13 municípios componentes da Microrregião de Planejamento do Litoral Norte do Ceará, que por sua vez abrange quase 400 mil habitantes, georreferenciados, por conseguinte, na Mesorregião do Noroeste Cearense que tem outras Regiões de Planejamento para dar assistência.

Nesses moldes, Camocim sedia a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde do Estado, que abriga outros 4 municípios perfazendo uma demanda de mais de 150 mil pessoas. Ou seja, Camocim tem posição de protagonista, mas postura de medíocre.

A cidade já deveria, através de sua gestão, ter pelo menos iniciado um projeto de organização e autonomia na estrutura da saúde pública local pra ajudar o Estado, que já sobrecarregado por essência, a atender a demanda.

O antigo Hospital São Francisco poderia, por opção, ser recuperado e aportar um Pronto Socorro Municipal, pra atender casos na vertente ambulatorial sob a demanda de urgência e emergência, em conjunção com a UPA e SAMU, ao passo que o Hospital Deputado Murilo Aguiar abrangeria a oferta de serviços de complexidade primária e mediana na modalidade hospitalar, com atuação nas práticas de internações, cirurgias de baixo risco, partos e demais atendimentos, desafogando e dando mais eficiência ao serviço.

Para além, a estrutura construída por trás do Liceu poderia abrigar um Completo de Saúde Direcionada, com estrutura mínima para ofertar serviços específicos e basilares nas fases iniciais, permeando, por exemplo, Centro de Fisioterapia; Centro de Saúde da Criança; e Centro de Especialidade e Soluções Diagnósticas, pra agir em sintonia com a Policlínica, o CEO e o Laboratório Municipal.

Ademais, seriam refundadas as bases de infraestrutura da saúde, distribuídas nos demais aparelhos, desde a rede de Atenção Básica, nos PSF’s até a Farmácia Pública Municipal, sem que o cenário teria mais condições de absorver, por exemplo, o aparato dos jovens profissionais de enfermagem e outras áreas, formados, por exemplo, na Escola Profissionalizante.

As receitas diretas aportadas no orçamento do município destinadas à saúde orbitam R$ 12.000.000,00, sem minuciar as demais receitas que, quando conjuntas, contornam a casa dos R$ 150.000.000,00. A Prefeita prefere, por exemplo, adquirir sacos funerários e caixões, ao invés de proteger a população, esboçando ações instrumentais que pudessem mapear, minimizar ou conter a disseminação do Covid-19 na cidade.

A atual gestão municipal deveria incorporar a saúde pública nos mesmos moldes como esta é tratada nos Artigos do Capítulo III da Lei Orgânica do Município.

Dá pra fazer melhor. Nada falta, se não gestão, boa vontade ou competência.

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