quarta-feira, 27 de maio de 2020

Falhas técnicas tornam aplicativo do auxílio emergencial ineficiente


Mesmo após o início do pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial, o sistema utilizado para analisar as solicitações ainda apresenta falhas que deixam cidadãos que precisam sem acesso ao benefício e abrem espaço para fraudes. Para especialista, a análise do Governo Federal para identificar os beneficiados tem sido ineficiente.

Muitos que não deveriam receber o auxílio têm conseguido acesso ao recurso, enquanto outros que deveriam fazer parte da lista de beneficiários ficaram desamparados. É o caso de Raiane Ribeiro, 23, empreendedora que já está na terceira tentativa de se cadastrar para receber o auxílio. Junto com a mãe, ela possui uma loja de crochê que está fechada desde o início da pandemia.

Raiane diz ter feito o cadastro pela primeira vez em 7 de abril. Mais de 15 dias depois, foi informada de que seus dados eram inconclusivos, mesmo parecer da segunda tentativa, no dia 15 de maio.

"Já estamos chegando em junho, que deveria ser a 3ª parcela e não recebi resposta. Já vi muita gente que nunca trabalhou recebendo, gente com carteira assinada recebendo. É ridículo", reclama.

Enquanto o auxílio não é concedido, Raiane contratou uma pessoa para entregar pedidos em domicílio. "Só conseguimos apurar quando entregamos os produtos, aí recebemos o dinheiro de encomendas que estavam paradas. O que mais me chateia é que minha mãe e eu somos MEI (Microempreendedor Individual), um dos grupos que deveria ser beneficiado".

Informações Diário do Nordeste.

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