terça-feira, 7 de abril de 2020

Número de casos suspeitos de coronavírus no Ceará quase triplicam nas últimas 24 horas

O número de casos suspeitos de Covid-19 quase triplicaram de segunda-feira, 6, para esta terça-feira, 7, no Ceará. Na segunda, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) dava conta de 3.684 casos suspeitos, enquanto terça já registra 9.067 - um aumento de 2,46 vezes.

Em coletiva de imprensa realizada ainda nessa segunda-feira, 6, o secretário da Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, já havia informado existir uma perspectiva de evolução do casos suspeitos no Estado. O motivo, de acordo com o médico, é o número alto de testagens feitas e de notificações que a região vem realizando, como uma das estratégias de combate a Covid-19.

“Os países e estados que mais conseguiram controle, foram aqueles que mais notificaram casos”, justificou o secretário ao falar da metodologia adotada pela pasta, explicando ainda que o disparo dos números seria em decorrência desse estratégia. Ainda de acordo com Cabeto, Ceará realiza cerca de 400 testes por dia e, até o fim da próxima semana, número diário deve subir para mil. Dessa forma, o “IntegraSUS”, aplicativo utilizado pela pasta para acompanhar situação da Covid-19 no Estado, deve passar por atualizações e mostrar números cada vez maiores.


Com a possibilidade de enfrentar uma situação mais crítica de casos a partir do dia 25 de abril, prevista por especialistas, Ceará deve ser o primeiro estado do Brasil a atingir o pico da epidemia. Ao ser questionado a respeito, Cabeto reforçou que situação é prevista devido a estratégia de testagens e notificações utilizada, pontuando ainda que não pode comparar essa metodologia de combate à doença que o Ceará adota com a forma como outros estados têm atuado, mas que estratégia é "adequada" para região. / link para previsão de pico

De acordo com informações da Sesa, dadas nesta terça-feria, 7, Ceará tem 1.114 casos da Covid-19 confirmados e 35 mortes em decorrência da doença. Um levantamento feito pelo portal UOL indicou que o Estado está entre os três que mais têm casos confirmados no País. Se juntam a ele Rio de Janeiro e São Paulo.

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