segunda-feira, 30 de março de 2020

Uruoca - em plena pandemia, prefeito demite servidores em massa e cria programa eleitoreiro contrariando orientações sanitárias

Kilsem decretou calamidade pública até dezembro  mas não cancelou festival Junino

A população de Uruoca continua a dar sinais de agonia. Diversos dramas são vivenciados quase que diariamente pois no hospital nunca tem medico de plantão. 

Como se não bastasse o momento crítico que o país e o mundo estão passando, o prefeito Kilsen,  ao invés de ajudar, ele tem dado e a corda pra que a população se enforque. São cenas de revolta e desespero. Vamos aos fatos.

O prefeito submeteu o município por Lei e Decreto ao estado de calamidade pública com duração até 31 de dezembro de 2020. Por esse motivo, o poder público municipal aumenta ainsa mais a  obrigação de cuidar de sua gente. Ocorre que o gestor municipal fez o contrário. Demitiu todos os contratos temporários dos funcionários, deixando apenas assistência e saúde. Medida que já é considerada no município a maior demissão coletiva em massa da história da cidade. 

Tentando justificar tamanho descalabro, Kilsen, no mesmo dia em que faz um decreto demitindo todos funcionários, faz outro criando um programa que é considerado um estelionato eleitoral. Uma medida totalmente injustificável e sem sentido algum. No decreto ele estipula o valor de R$500 mil reais a serem investidos nesse programa, sendo 150 reais por família, entregue o dinheiro em espécie. Medida que vai totalmente contra as normas sanitárias dos órgãos de saúde. 

O programa denominado por ele de  “supera” é tão mentiroso e absurdo que se baseia na premissa que a população só recebe, se ficar em casa e estiver totalmente isolada. Ou seja quem não tiver isolado não recebe. 

Aí perguntamos, quando a prefeitura for a casa das pessoas e entregar em mãos e em espécie os R$ 150 reais, as pessoas vão comer o dinheiro ou terão que sair de casa pra, com o dinheiro, comprar comida? Por quantas pessoas aquelas notas de dinheiro vão passar?

 Ora, não basta pensar muito para concluir que o  papel moeda, nestas condições,  poderá servir pra contaminar a população de Uruoca. Será uma pandemia generalizada na cidade. Um crime. 

Se o prefeito quisesse realmente ajudar, o correto seria  entregar comida em casa. Doar cestas básicas em domicílio. Aí sim, as famílias continuam protegidas e não precisam sair de suas casas e serem contaminadas. Basta doar a cesta mensalmente ou quinzenalmente no valor de R$150 reais, simples. 

Se continuar com essa ideia descabida, além de já ter causado demissão em massa, o prefeito de Uruoca vai causar também uma pandemia generalizada no município. As pessoas podem ser contaminadas pelo papel do dinheiro em espécie e ainda vão continuar tendo que sair de casa pra comprar comida podendo serem contaminadas do mesmo jeito. Ou seja: não resolve e não isola as pessoas. 

Até agora, segundo o boletim epidemiológico de Uruoca, não há nenhum caso confirmado de coronavírus no município. Mas poderá a vim ter, quando passar a circular milhares de notas de papel moeda nas mãos de milhares  de pessoas. Infelizmente!

Se a ação do prefeito ao demitir os funcionários visa conter gastos, outra pergunta que não quer calar.: Porque Kilsen, prefeito de Uruoca, continua a dar prosseguimento a contratação e pagamento de bandas pro festival de quadrilhas, que tem data prevista pra julho, pagando os cachês de bandas como Léo Santana? Que espécie de calamidade pública é essa que demite os funcionários, e ao mesmo tempo pode realizar festa? Se o decreto de calamidade por ele assinado é até 31 de dezembro não pode haver festas. 

Comenta-se pelo município que o decreto de estado de calamidade pública seria uma manobra pra não licitar mais nada e comprar direto a quem quiser com qualquer preço. 

Kilsen dá com um dedo e tira com a mão cheia do povo. 

Esperamos que o Promotor de Justiça de Uruoca, Dr. Irapuã da Silva Dionísio Júnior, haja imediatamente e cancele todas essas demissões resguardando o direito das famílias desses funcionários. Que o Juiz de Uruoca, Dr. Hugo Gutparakis de Miranda, acabe com essa farsa e com esse estelionato eleitoral, que inclusive é crime contra a saúde pública. 

A recomendação é ficar em casa. O prefeito não pode sair distribuindo vale  de papel moda e insuflar as pessoas a saírem pra comprar. Que dê os alimentos em casa. 

São muitas as faces desse descalabro, que atinge os funcionários públicos e, principalmente, os humildes cidadãos de Uruoca.

Carlos Jardel

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