sábado, 29 de fevereiro de 2020

Negociadores tentam propor a PMs e Estado amenizar punição a alguns policiais, mesmo sem anistia

Em paralelo aos trabalhos de deputados no plenário da Assembleia Legislativa, em que se discute a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para proibir anista para militares grevistas no Ceará, outras autoridades, como o presidente da OAB-CE, Erinaldo Dantas, e o procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro, estão no Poder Legislativo. Eles acompanham os debates e conversam sobre alternativas para tentar um acordo com o movimento dos policiais militares, que chega, neste sábado (29), ao 12º dia.

O ponto central das negociações é a punição para os militares que cometem crimes durante o motim. Representantes dos amotinados continuam pedindo a anistia pelos crimes. Mas, segundo a OAB-CE, aceitariam uma espécie de "modulação dos efeitos" da punição.

Neste momento, há uma proposta factível, na visão da OAB-CE, que seria possível de discutir na comissão dos três poderes. A ideia seria propor ao Estado amenizar a situação dos policiais que faltaram ao trabalho no período do motim e evitar punição severa aos que participaram de reuniões do movimento antes do início do motim.


A ideia é conversar com os líderes do movimento para que eles levem essa proposta aos amotinados e, então, eles decidam. Envolvidos nas negociações dizem que não é certeza que a comissão dos três poderes aceite a proposta, mas os negociadores consideram que pode ser "factivel".

A comissão, entretanto, só vai voltar a se reunir, segundo autoridades que participam das negociações, se houver uma proposta acordada com os amotinados, o que faria com que não precisasse voltar para aprovação no 18º Batalhão, onde se concentram lideranças do motim.

Diário do Nordeste 

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