quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Mais um camocinense aprovado em medicina na UFC

"Muitas vezes deu vontade de jogar tudo para o alto, contudo lembrava que não faria outra coisa senão medicina"

O jovem camocinense Diego da Silva Menezes, de 20 anos, foi aprovado na 5º colocação das 13 vagas para o Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará em Sobral. 

Ele é filho da professora Auxiliadora e do artesão de pré-moldados, Antonio, popularmente conhecido como O Pipoca.

"A vida toda ele estudou em escola pública, e seu maior sonho sempre foi ser médico", contou ao blog, emocionada, a mãe de Diego, dona Auxiliadora. 

Confira abaixo o relato do futuro médico camocinense:

"Descobri que gostava de medicina no ensino médio, gostava muito das matérias que envolviam o corpo humano e estudar como era o seu funcionamento. Sempre quis ser um profissional  útil para a sociedade, que eu pudesse ajudar as pessoas de alguma maneira. Foi com o curso técnico em enfermagem que fiz na escola profissionalizante de Camocim que eu tive a certeza da profissão, com o estágio, tive a oportunidade de vivenciar momentos que fizeram eu ter uma maior afinidade pela profissão. Meus pais sempre me apoiaram, apesar dos obstáculos, nunca deixaram de investir e de acreditar em mim. Minha mãe (Maria Auxiliadora, professora) e meu pai (Francisco Antônio, artesão de Pré-Moldados O Pipoca). Ao terminar o ensino médio fui cursar odontologia na Universidade Estadual do Piauí em Parnaíba, mas sempre deixei o sonho dentro de mim. Após um ano fazendo odontologia, ganhei bolsa no Farias Brito, foi quando passei a estudar para o Enem. Eu estudava cerca de 14 horas por dia, tranquei o curso de odontologia para tentar medicina, meu maior sonho. Por dois anos, estudei no Colégio Farias Brito Sobralense com bolsa total, que com muito esforço consegui ser aprovado. Fui aprovado com 748 pontos no ENEM (960 na redação) na UFC Sobral. Na minha rotina de estudos eu focava em fazer muitas questões para me adaptar ao estilo da prova e prestar muita atenção nas aulas dos professores. Fazia no mínimo uma redação por semana e sempre que podia tirava dúvidas com os professores".

Carlos Jardel

Nenhum comentário: