sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Governo Bolsonaro elabora plano incentivando jovens a deixarem de fazer sexo para evitar gravidez precoce

O governo de Jair Bolsonaro incluiu um novo plano nas políticas adotadas para prevenção de gravidez precoce e sexo seguro entre adolescentes. Os ministérios da Mulher, Família e Direitos Humanos (MDH) e da Saúde elaboraram políticas para estimular jovens a deixarem de fazer sexo.

As informações são do O Globo.

Liderado pela ministra Damares Alves, o MDH passou a preparar eventos públicos para promover a abstinência sexual. O pretexto utilizado é o de discutir iniciativas voltadas à prevenção da gravidez na adolescência.

Um evento sobre gravidez precoce realizado em dezembro em um auditório da Câmara dos Deputados convidou apenas defensores da abstinência sexual. O público era essencialmente religioso.

Na entrada do auditório, dois cartazes criticavam o uso da camisinha como método de prevenção e afirmavam — sem qualquer respaldo científico — que poros no preservativo permitem a passagem do vírus HIV. Os responsáveis pelo evento negaram ter qualquer responsabilidade sobre os cartazes ou endossar o conteúdo ali expresso. Um padre recolheu o material ao fim do evento.

Em nota, a pasta nega a promoção da abstinência como política de governo: “A ideia é garantir o empoderamento de meninas e meninos sobre o planejamento de vida e a consequência de suas escolhas”, afirmou o ministério. “A ideia de promover a preservação sexual está sendo considerada como estratégia para redução da gravidez na adolescência por ser o único método 100% eficaz e em razão de sua abordagem não ter sido implementada pelos governos anteriores”.

O Ministério da Saúde decidiu acabar com a caderneta de saúde do adolescente — que, em cerca de dez anos, distribuiu mais de 32 milhões de exemplares em unidades básicas de saúde. Nela há informações sobre puberdade, sexo seguro e prevenção da gravidez precoce. A pedido de Bolsonaro, a pasta publicou um ofício afirmando que o material “terá sua distribuição e uso descontinuado, até que se concluam as avaliações”.

Via O POVO

Nenhum comentário: