segunda-feira, 5 de novembro de 2018

À espera de Camilo, deputados se mexem


A disputa pelo comando da Assembleia está em aberto, observada a partir do momento político atual. É padrão dos últimos tempos que o Executivo aponte um favorito e este aspecto prevaleça sobre todos os outros, alguns de peso mais interno, levando o ungido à vitória. Há seis nomes que se movimentam pelo posto, sendo que dois deles assumem a dianteira e, a preço de agora, parecem ter os projetos considerados de maneira mais séria: um é Zezinho Albuquerque, a quem interessa emplacar o quarto mandato presidencial consecutivo, e o outro é Sérgio Aguiar, exatamente o adversário derrotado por ele dois anos atrás, numa eleição que deixou resquícios e, no limite, pode ter levado à ideia ação nascida no Palácio da Abolição que impôs o fechamento do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

O episódio na aparência ficou para trás, Sérgio está de volta aos braços do governismo, o pai dele (Francisco Aguiar) cumpre quieto a aposentadoria forçada de conselheiro do extinto TCM, e o deputado reelegeu-se com consagradores 100.925 votos, mas, é assim na política, o que aconteceu de desgastante lá atrás continua ali, a lembrar algo, e pode ajudar numa necessidade futura de desempate. A fidelidade de Zezinho é um dado relevante para agora e, na perspectiva de como Camilo pretende interferir no processo, o ajudaria a decidir na orientação à bancada. É bom ponderar, falamos de um governador reeleito e que mostrou força também com a votação do seu candidato à presidência no segundo turno. Está, para usar um termo da moda, empoderado.



A ajuda que deu para outros deputados se elegerem, quatro pelo menos, conforme seus próprios cálculos, está sendo guardada como argumento para ser usado mais adiante por Zezinho Albuquerque, caso se acirre a briga pelo cargo. Destaque-se que a presidência do parlamento estadual tem grande potencial de ser ainda mais estratégico para o governador diante dos tempos difíceis que são esperados pela mudança radical que acontecerá com a chegada de Jair Bolsonaro e sua turma ao Palácio do Planalto.

Enfim, há outros nomes que fazem movimentos se dizendo aptos à disputa, como José Sarto, Tin Gomes, Evandro Leitão e, até, o deputado-estreante Salmito Filho, cumprindo seus últimos dias de mandato como vereador em Fortaleza. Todos do PDT, assim como Zezinho e Sérgio, integrantes da base, mas com muito menos cacife para uma briga, como é costume dizer entre os deputados, de cachorro-grande.

(Via blog do Eliomar)

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