terça-feira, 30 de outubro de 2018

Alô Camocim! Não dá pra surfar sem onda.

Sem desvalorizar e desconsiderar a vitória do Bolsonaro, mas, tem gente que precisa acordar pra realidade em Camocim. Então, vamos lá: 

A onda do Capitão não atingiu nosso município. Por estas "bandas" ele pegou um surra de votos. E pelo que se viu nas manifestações, dos pucos eleitores que votaram no "Mito", boa parte deles foram os eleitores de carteirinha de Sérgio Aguiar e de Chico Vaulino, que tendem a acompanhá-los por inúmeros fatores, dentre eles, apesar de tudo, o respectivo prestigio politico construído e consolidado ao longo de décadas.

Já a outra parcela  que confirmou  o 17 nas urnas - a menor - é o público que mal consegue eleger um vereador. Que vota sem se envolver em campanha, sem mobilizar pessoas, sem demostrar grandes paixões pela politica e pela vida orgânica da cidade.

A votação do primeiro e do segundo turno deixou claro que as ideias do Messias não são, a exemplo de todo Ceará e Nordeste, apreciadas pelos camocinenses. 

Olhando para a pobre votação que ele tirou aqui, na atual conjuntura local, se fosse candidato a prefeito de Camocim teria perdido feio a eleição. E só entraria no pário caso fosse apoiado por uma das duas mais fortes lideranças da cidade. 

O medidor para a campanha de prefeito não foi a votação de presidente da República, mas sim a de deputado estadual, que tem o aspecto regional e, sobretudo, municipal. Mostra claramente as altas e baixas das duas principais lideranças da cidade e a preferência eleitoral dos camocinenses.   

Isso pode mudar? Claro que sim, mas a história mostra que leva um demorado tempo. Até lá, muitos  que tentam estuprar o processo normal, se afogam no ostracismo. 

Carlos Jardel

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