sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Temer insulta a memória de D. Helder decretando-o como "patrono dos direitos humanos no Brasil".

D. Hélder merece esse patronato, mas não pelas mãos desse governo.


Roberto Malvezzi (Gogó)

Uma notícia estranha, que nem circula na grande mídia, afirma que Temer publica por decreto que D. Hélder Câmara é o patrono dos direitos humanos no Brasil. A iniciativa teria vindo do Congresso Nacional.

Muitas vezes não dá para distinguir se esse governo é estúpido, cínico, cruel, ou tudo isso e muito mais. Porém, quem tem uma unha de decência intelectual e ética sabe que a maioria desse Congresso e o governo Temer são antagônicos a tudo que D. Hélder foi e sempre defendeu.

Portanto, essa iniciativa só pode ser um insulto à Igreja Católica, já que grande parte do episcopado tem se oposto às crueldades dos mandarins de plantão. D. Hélder merece esse patronato, mas não pelas mãos desse governo.

Não sei a quem cabe recusar essa coisa. Talvez a CNBB ou mesmo o Vaticano através da Nunciatura. O certo é que, se a Igreja Católica do Brasil não reagir a essa ofensa, aqueles que conviveram com D. Hélder e todos os defensores dos direitos humanos, deveriam imediatamente se comunicarem com o Papa Francisco para alertá-lo sobre o insulto e cobrar dele uma posição diante desse cinismo.

Ou, então, só há uma possibilidade de aceitar esse patronato: que Temer revogue o congelamento dos investimentos em saúde e educação; revogue a reforma trabalhista que já joga mais gente no desemprego; revogue as privatizações, inclusive dos bens naturais como terra, água e petróleo; cancele qualquer tentativa de reformar a previdência; retome todas as políticas públicas canceladas como a captação da água de chuva no Nordeste, o Bolsa Família, etc.; principalmente arrume as malas e vá embora, deixando o povo brasileiro em paz.!

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