sexta-feira, 5 de junho de 2020

Cearense cria 'lona do abraço' para reencontro de criança e avós durante pandemia


Cada dia a mais no calendário era um novo aperto de saudade para a empresária Vânia Mesquita, 59, que cumpre o isolamento social em casa desde março, com seu marido. O peso dos mais de 70 dias distantes da família foi amenizado na tarde desta quinta-feira (4), quando ela foi surpreendida com um abraço da neta através de uma lona transparente instalada na porta de sua casa.

Foi por meio da estrutura de plástico e acrílico, com extensões próprias para encaixar os braços, que a pequena Laura, de três anos, reencontrou a avó. Com o apoio da um banquinho para compensar a altura da menina, Vânia e o marido – que fazem parte do grupo de risco da Covid-19 – puderam abraçar a neta e o filho de forma segura, evitando o contágio pelo coronavírus. 

A visita foi organizada por sua nora, a publicitária Marianni Gomes, acompanhada do marido e da filha, que foram de Fortaleza a Maracanaú para encontrarem os avós paternos de Laura. 

“Me chamaram pra descer dizendo que tinha uma surpresa, e quando eu chego, está lá um abraço preparado pra mim. Uma coisa boa demais! Como é bom abraçar quem você ama”, declara Vânia.  

Para ela, cada contato, beijo e abraço com a família é essencial, e, durante o isolamento, fazem mais falta do que nunca. No dia das Mães, a visita foi à distância: ela na porta de casa, e os filhos dentro dos carros, na rua. A “compensação adaptada” veio hoje. “É como se você tivesse um vazio no seu coração, que de repente se preenche. Como estar com muita sede e tomar um copo de água. Não sei bem descrever, é amor”. 

A lona apelidada pelos familiares de “saco do abraço” foi idealizada por Marianni Gomes, 32, que viu uma estrutura parecida em vídeos publicados em redes sociais em outros países. “Eu desenhei mais ou menos como poderia ser e enviei para dois amigos, que trabalham em uma empresa de eventos. Na hora eles toparam fazer. Foi com uma lona acrílica, aros de PVC, e a parte dos braços é de um plástico fininho”, explica.  

Informações Diário do Nordeste.

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