terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ciro se diz nacionalista fervoroso e garante não não possui descontrole emocional


Em entrevista ao Jornal da Globo, na noite dessa segunda-feira (17), o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse que está na disputa ao Palácio do Planalto, porque é nacionalista fervoroso e que busca um Brasil melhor. Ao ser questionado pela jornalista Renata Lo Prete, diante de um suposto descontrole emocional, Ciro garantiu que não há descontrole, mas que também não possui sangue de barata.

A jornalista se referiu ao incidente em Boa Vista/RR, no último sábado (18), quando Ciro empurrou e xingou um repórter, que supostamente estaria a serviço do senador Renan Calheiros (MDB). Ciro narrou que o repórter, antes de abordá-lo em entrevista, havia colocado em seu peito um adesivo do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, ao tentar induzi-lo que seria militante de Bolsonaro. “Aquilo poderia ser uma faca”, relatou Ciro, ao criticar, ainda, o desrespeito do repórter à condição de vítima do candidato do PSL.


Ciro Gomes relatou, também, que havia recebido a informação que o repórter estaria a serviço do senador Renan Calheiros para provocá-lo. “Está tudo filmado”, destacou.

O candidato do PDT esclareceu propostas de seu plano de governo, como a programa Nome Limpo, que pretende resgatar o poder de compra do brasileiro. Ciro lembrou que, quando ministro da Fazenda, recebeu uma inflação de 13% e a entregou com 0%. Criticou a especulação financeira produzida pelo próprio governo e apontou metas para a retomada do emprego, como a construção civil. “Há no Brasil, mais de 7,2 mil obras públicas paradas”, criticou.

Ciro criticou também a reforma trabalhista, que provocou a perda de 980 mil empregos, desde que implantada, além dos 13,7 milhões de desempregados.

Sobre a reforma da Previdência, Ciro Gomes afirmou que o Brasil insiste em um modelo de repartição, praticado também somente pela Argentina e Venezuela. Ciro, caso eleito, espera implementar o sistema de capitalização, quando o teto de até R% 5 mil será garantido pelo governo. Mas o cidadão poderá bancar uma aposentadoria maior.

(Foto: Reprodução)
O POVO

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