quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Precatório - Mário: "persistir assim neste jogo é atuar com soberba e arrogância, brechas que podem derrubar qualquer império".



O professor Mário Roberto reagiu às declarações do vereador Ricardo Vasconcelos AQUI que usou a tribuna da Câmara na última sessão legislativa para tratar da questão polemica do precatório do FUNDF. Um tanto quanto contraditório, mesmo votando contra o requerimento que pedia para que a prefeita destinasse os 60% deste recurso para os professores, o vereador Ricardo disse que era a favor de que a prefeita fizesse o repasse para a categoria. 

Mário Roberto:

“Ricardo Vasconcelos, que bom saber que você concorda com o repasse aos professores. Aproveitamos para destacar algumas considerações. Pedimos que as leia com atenção.

1. A categoria lamenta a reprovação do requerimento. 

Queríamos e queremos, tão somente, que a Prefeita se manifeste claramente a respeito da destinação dos valores, assim como você fez aqui nessa postagem. 

Se era para promover ou não alguém ou algum grupo, essa não era e não é a intenção dos professores mobilizados. 

A Prefeita soltou uma nota mas que só complicou as coisas, pois se limitou a expor fundamentos jurídicos, deixando claro não ter obrigação de repassar nada aos docentes. Quem a orientou fez muito mal. Que falta de habilidade em um discurso: o povo queria ouvi-la dizendo algo concreto para os professores, algo do tipo “não sou obrigada, mas...”.

2. Não estamos fazendo politicagem. 

O Sindicato age do mesmo modo como agiu na gestão do ex-prefeito Chico Vaulino, período em que também as críticas eram desse tipo. 

Sabemos diferenciar muito bem as coisas. Tanto é que muitos aliados do atual governo, às escondidas, nos procuram para declarar apoio a essa causa e para pedir que permaneçamos firmes.
Na verdade, todos estamos apenas lutando por algo que acreditamos ser um direito nosso, uma luta que a cada dia alcança maior apoio da sociedade.

E quem nos apoiar, encontrará portas abertas e o devido reconhecimento.

3. Ajude-nos, passando do discurso à prática. 

Estamos à disposição para um diálogo franco e aberto com Vossa Excelência, com qualquer outro do grupo e com qualquer representante da gestão. 

Certamente é o grande erro de ouvir apenas o governo.

Escute os professores e ajude a gestão a acertar. 

A gestão erra porque está focada na própria visão, fechada no seu mundinho. 

Se não percebem, estão perdendo uma batalha de comunicação por falta de habilidade.

Persistir assim neste jogo é atuar com soberba e arrogância, brechas que podem derrubar qualquer império.

Não diminua seu poder de articulação, de convencimento junto à gestão atual, aproveitando o acesso que a eles hoje você tem para ajudar em causas nobres, como essa dos professores.”

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