segunda-feira, 8 de maio de 2017

MÁRIO ROBERTO: PREFEITA HUMILHOU PESSOAS QUE SE SACRIFICARAM PARA CONQUISTAR O SONHO DO CONCURSO PÚBLICO

É com satisfação que vejo a decisão do Juiz da 1ª Vara de Camocim, Dr. Saulo, obrigando o Município a realizar um concurso público. Esse foi um tema que consegui trazer para o palanque eleitoral de 2016, pois acredito e defendo aquilo que determina a Constituição de 1988, no sentido de apontar o "concurso público" como a via adequada para o ingresso no serviço público. Defendemos naquela campanha, tanto a imediata convocação e nomeação dos aprovados em 2012 como a realização de um novo concurso já em 2017.

Cidades próximas como Granja, Barroquinha e Martinópole fizeram concursos no último mandato, renovando assim os seus quadros. Camocim, infelizmente, o que fez no tocante a esse assunto foi humilhar pessoas que se sacrificaram para conquistar esse sonho através do Concurso de 2012, sem provar clara e publicamente quais foram os erros cometidos naquele certame. Assim, o Município está há quase dez anos sem efetivar servidores nos seus quadros.

Acredito piamente que as contratações temporárias em Camocim tem ocorrido mediante a mera indicação de nomes, desprovidas de critérios técnicos e mantidas com finalidades eleitoreiras, uma prática que se fortaleceu ainda mais nos últimos anos, encabrestando as pessoas e comprometendo não apenas a qualidade dos serviços públicos, mas até mesmo a continuidade, visto que há instituições que reduzem drasticamente seus atendimentos por meses em virtude da ausência dos trabalhadores.

Aos/As amigos/as contratados/as, concluo afirmando que não se trata de ser contra o trabalho que vocês desempenham, pois sem que o quanto, em sua maioria, são dedicados e competentes, dando sempre o melhor de si. Tratamos aqui de um desejo: que muitos de vocês alcancem a sonhada "efetividade" no serviço público, dando-lhes a autonomia e a satisfação de saber que ocupam um cargo público por méritos próprios, sem temer tanto a mudança de prefeitos, retirando do pescoço a coleira que quer prendê-los aos políticos, reduzindo, assim, a prática anual de ter que ir ao encontro de políticos ou de cabos eleitorais, na incerteza de garantir o ganha pão.

Mário Roberto

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