A Operação Dignitatem, do
Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), prendeu uma ex-funcionária da
Secretaria da Justiça do Estado (Sejus) acusada de envolvimento numa rede de
exploração sexual existente em Fortaleza. Ao todo, nove pessoas foram presas, e
outra está foragida. Um total de oito casas de prostituição no Centro da Cidade
e no bairro Engenheiro Luciano Cavalcante foram vistoriadas. Nenhuma foi
fechada. De acordo com o MPCE, as investigações da rede criminosa apontam para
graves indícios de tráfico interno de seres humanos.
Foram realizados três meses de investigações,
a partir de denúncias feitas desde 2012 pela Câmara Municipal de Fortaleza,
através do serviço Disk-100 do Governo Federal, que culminou na identificação
de uma rede criminosa especializada em exploração sexual.
Na manhã desta quinta-feira, 5, o MPCE
relatou os detalhes das prisões, efetuadas pelo Grupo de Atuação Especial de
Combate às Organizações Criminosas do MPCE (Gaeco), com a Divisão de Homicídios
da Polícia Civil e a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança
Pública e Defesa Social (Coin).
A operação resultou em dez mandados de prisão
temporária para gerentes e proprietários de casas de prostituição localizadas
na Capital. As prisões ocorreram nesta quarta-feira, 4.
O Gaeco também apreendeu cartões de créditos,
anotações de contabilidades e computadores de circuitos inteiros de filmagem,
que terão seus vídeos analisados para comprovar se havia exploração de crianças
e adolescentes nas casas e identificar os clientes.
Uma das acusadas de participação na rede é
Eline Maria Marques Dantas, ex coordenadora de Cidadania da Secretaria da
Justiça do Estado, onde efetuava um trabalho de combate ao tráfico de pessoas e
à exploração infantil. A investigação descobriu que Eline informava aos
proprietários dos estabelecimentos dados sobre as fiscalizações policiais,
cobrando cerca de R$ 400 por semana de cada casa.
Redação O POVO Online
com informações da repórter
Sara Oliveira
